Youse registra salto de 60% nos acessos por ChatGPT e Gemini
Youse registrou o salto vindo de ferramentas como ChatGPT e Gemini no primeiro semestre. Gartner projeta que buscas em mecanismos tradicionais caiam 25% até o fim do ano

A Youse, seguradora digital do grupo Caixa Seguradora, registrou alta de 60% nos acessos vindos de assistentes de inteligência artificial (IA), como ChatGPT e Gemini, e de buscas generativas no primeiro semestre de 2026.
A empresa afirma, com exclusividade à EXAME, que o público que chega por esses canais tende a estar mais informado e apresenta propensão de contratação superior à média dos canais tradicionais .
O movimento da Youse acompanha uma tendência identificada pelo mercado de tecnologia como um todo.
A Gartner projetou, em fevereiro de 2024, que o volume de buscas em mecanismos tradicionais cairia 25% até o fim de 2026, à medida que consumidores migrassem parte das consultas para chatbots e assistentes virtuais. A consultoria também estimou perda de participação de mercado publicitário para essas plataformas no mesmo período.
Levantamento do Pew Research Center, de julho de 2025, mostrou que usuários que veem resumos gerados por IA nos resultados do Google clicam em links tradicionais em apenas 8% das visitas — contra 15% entre quem não vê esse tipo de resumo.
Por que o setor de seguros presta atenção nisso
Para a Youse, o desafio não é apenas aparecer nas respostas geradas por IA, mas garantir que a informação entregue pelo sistema reflita o posicionamento da marca.
"O uso de assistentes de IA reflete a busca por uma jornada mais consultiva, onde as pessoas querem entender exatamente o que estão contratando para proteger seu patrimônio com segurança", afirma Ágata Siqueira, diretora de marketing e vendas da companhia. "Nosso papel é garantir que as informações sobre as nossas coberturas estejam prontas e claras nesses canais, apoiando o usuário nessa tomada de decisão."
A empresa, que completa dez anos de operação em 2026, afirma ter estruturado a própria arquitetura de dados para ser referenciada com precisão pelos algoritmos de IA — prática que o mercado batizou de GEO, sigla em inglês para otimização para motores generativos, equivalente ao SEO tradicional aplicado a assistentes de IA em vez de buscadores.
"Esse novo contexto tem mudado a lógica do marketing. É sobre ser útil e relevante quando o cliente busca ajuda para decidir e entender melhor o serviço que deseja contratar", diz Siqueira.
