
ABCB4
NEUTROBCO ABC BRASIL S.A.
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Preço Alvo
Potencial
No 2T26, o Banco ABC Brasil reportou lucro líquido de R$257 mi e ROE de 14,3%, com alta de 12% t/t e 5% a/a, mas 3% abaixo da estimativa, refletindo receita mais fraca. A margem financeira consolidada somou R$659 mi, +2% t/t e +9% a/a, com NIM estável em 4,1%, enquanto a NII com clientes avançou 4% t/t e 4% a/a, para R$387 mi, apesar de spreads com clientes 10 bps maiores, em 3,7%. A carteira expandida atingiu R$56,5 bi, +3,7% t/t e +8,3% a/a, puxada por Corporate e Middle Market. Em serviços, a receita ficou em R$103 mi, +16% t/t, mas -9% a/a, ainda pressionada por menor atividade em DCM; as receitas de investment banking foram a R$29 mi, +46% t/t. Do lado da qualidade de ativos, as perdas com crédito caíram para R$80 mi, 29% abaixo da estimativa e -29% t/t, levando o custo de risco a 0,6%, mas com ajuda relevante de R$42 mi em recuperações; antes delas, as provisões subiram para R$122 mi, +4% t/t e +40% a/a. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 0,6%, de 0,5%, o Estágio 3 foi a 2,9%, de 2,8%, e a cobertura de NPL caiu para 377%, de 447%. O CET1 melhorou 45 bps, para 11,9%, após recapitalização, com potencial acréscimo pro forma de 29 bps via até R$169 mi em JCP. As despesas operacionais somaram R$338 mi, +1% t/t e +10% a/a, com índice de eficiência de 41,2%. A leitura é de melhora sequencial, mas com qualidade apenas razoável, em um ambiente mais desafiador para crédito corporativo e mercado de capitais de dívida. Em valuation, a ação negociava a ~0,8x P/VPA, com preço-alvo de R$28. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução dos spreads, da inadimplência e da atividade em DCM.
