
ABEV3
COMPRAAMBEV S.A.
Consumer Non-DurablesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Ambev entregou EBITDA consolidado de ~R$6,4 bi, alta de 9% a/a, com margem de 31,6%, acima do ano anterior e da estimativa, enquanto o LPA foi de R$0,22, +21% a/a e 13% acima do esperado, ajudado por menores despesas financeiras e melhor hedge de commodities. Em Cerveja Brasil, volumes cresceram 5%, com ganho de participação, preço/mix de +4,4% e margem EBITDA de 33%, a maior para um 2T desde 2019, embora 120 bps da expansão tenham vindo de outras receitas operacionais, sobretudo subvenções fiscais. Para o 3T26, a prévia aponta volumes consolidados ainda fracos, +0,7% a/a, mas receita líquida de R$21,6 bi, +4% a/a, EBITDA de R$7,5 bi, +6% a/a, margem de 34,9% e LPA de R$0,26, com a leitura concentrada em preços, mix e custos. Em Cerveja Brasil, a expectativa é de volumes de 22,3 mi hl, +3,3% a/a, receita líquida de R$10,7 bi, +10% a/a, e EBITDA de R$3,9 bi, +14% a/a, apoiados por recuperação de volumes, ganho de share e avanço de receita por hl de 6,8%. Nas demais operações, o trimestre projetado segue mais pressionado, com CAC afetada pela desconsolidação de Cuba, LAS ainda impactada pela Bolívia, Canadá com volumes menores e NAB Brasil com leve queda de volumes. A alocação de capital segue como suporte relevante: a companhia encerrou junho com caixa líquido de R$15,4 bi, recomprou R$2,2 bi em ações no 2T26, concluiu 95% do programa vigente e anunciou R$1,1 bi em JCP, após R$3,1 bi já distribuídos ou anunciados no ano. O valuation citado nas análises é de ~15x–15,6x P/L 2026E, com DY de ~7%, e preço-alvo de R$20. Para investidores, recomenda-se acompanhar a qualidade da expansão de margem em Cerveja Brasil, a sustentação de preço/mix e a conversão da inovação e premiumização em receita por hl.
