
AGRO3
COMPRABrasilAgro
AgronegócioPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A BrasilAgro enfrenta um trimestre operacional de leitura limitada, com revisão de guidance que reduziu em 13% a estimativa de produção e área do milho safrinha devido a atraso no plantio da soja e excesso de chuvas, enquanto o guidance de cana-de-açúcar permaneceu praticamente inalterado. No primeiro trimestre do calendário, as receitas agrícolas somaram R$163 milhões (-28% a/a) e o EBITDA ajustado foi negativo em R$29 milhões (ou negativo em R$31 milhões excluindo pequenas vendas de ativos que geraram R$4 milhões em receita e R$2 milhões em EBITDA); houve também um impacto contábil de R$30 milhões relacionado a ativos biológicos. A companhia ainda não concluiu grande parte das compras de fertilizantes para a safra seguinte — em comparação, no ano anterior havia adquirido cerca de 75% do NPK e 20% dos nitrogenados — e o nível elevado atual da ureia pode forçar adiamentos ou compras a preços maiores, com potencial efeito sobre alocação de área entre culturas. Em termos de valuation, a ação negocia a cerca de 0,6x P/NAV, refletindo desconto significativo frente ao valor de terra e à capacidade histórica de monetização de ativos. Persiste um cenário macro que não sinaliza retomada forte imediata dos preços de grãos, embora estoques tenham parado de crescer e um desempenho acima do esperado da cana e preços mais altos do Brent possam oferecer suporte. Principais riscos são variabilidade climática, volatilidade de preços de commodities e custos elevados de fertilizantes. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução das compras de insumos, a janela de plantio da soja, a safra de cana e eventuais monetizações de terras como catalisadores para a reavaliação do valor.
