
ALOS3
COMPRAAllos
Construção Civil & PropriedadesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Allos tem apresentado desempenho operacional resiliente em um setor de shoppings que segue com métricas sólidas, embora o crescimento do FFO esteja pressionado pela maior despesa financeira do setor. Nos resultados, a companhia reportou receitas consolidadas e EBITDA ajustado robustos (R$ 659M e R$ 470M no trimestre analisado; R$ 851M e R$ 630M em outro período), FFO recorrente em linha com expectativas (R$ 275M; FFO/ação R$ 0,85) e indicadores operacionais saudáveis (SSS ~3–5%, SSR ~5–5,7%, vacância entre 2,4% e 3,7%, custos de ocupação ~9,9–11%, inadimplência controlada). A empresa vem reestruturando o portfólio via M&A: venda de 49% do Shopping Curitiba por R$ 194M, aquisições e permutas (ex.: participação de 7,3% no Amazonas Shopping por R$ 73M) e um acordo com a Kinea para criar um novo FII com sete ativos (valor potencial entre R$ 790M–1,97Bi), no qual a Allos manteria ~24% e receberia 80% do valor na liquidação e 20% em parcelas posteriores. Essas operações, com cap rates estimados entre 9,5%–10% (transação FII em ~9,8% vs cap rate implícito da Allos ~13%), são geradoras de valor e suportam guidance de EBITDA de R$ 2,17–2,24Bi, capex R$ 350–450M e dividendos mensais R$ 0,28–0,30/ação (yield ~11% e P/FFO ~10x para 2026; preço-alvo analítico R$ 39/ação). No âmbito setorial, logística segue em forte momento enquanto shoppings brasileiros são preferidos por múltiplos mais atraentes. Riscos incluem pressão de custos financeiros e execução de M&A; recomenda-se monitorar sustentabilidade dos dividendos, alavancagem líquida (~1,7–2x) e realização das vendas/integrações anunciadas como critério-chave para avaliar risco-retorno.
