
ALOS3
COMPRAALLOS S.A
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Allos reportou 2T26 acima das estimativas em praticamente todas as linhas: receita líquida de R$717,3 mi (+9% a/a), EBITDA ajustado de R$512,2 mi (+12%), 4% acima do esperado, com margem de 71,4% (+174 bps a/a), FFO de R$327,6 mi e FFO por ação de R$0,66 (+14% a/a e 9% acima das estimativas), enquanto o lucro líquido chegou a R$308,1 mi (+53%), ajudado por desenvolvimento imobiliário. Do lado operacional, o trimestre foi mais morno, com SSS de 2,4% e SSR de 3,2%, ainda impactados pelo Shopping Tijuca, mas com vacância baixa de 3,8%, custo de ocupação em 10,3% das vendas e inadimplência de 1,4%, reforçando a resiliência do portfólio. Na prévia do trimestre, o BTG esperava receita de R$688 mi, EBITDA de R$491 mi, margem de 71% e FFO de R$301 mi, com SSS perto de 3%, o que ajuda a dimensionar a surpresa positiva do print. Em termos setoriais, o pano de fundo segue de desaceleração do crescimento orgânico dos shoppings no Brasil, com SSS e SSR do setor em torno de 3% no 2T26 e DRE ainda resiliente, enquanto vacância e inadimplência permanecem comportadas. Para a Allos, a leitura central combina melhora de rentabilidade, serviços e mall & media mais fortes e boa geração de caixa, mesmo com vendas e aluguel ainda em ritmo moderado. Em valuation, o material traz P/FFO de 9,5x para 2026 e ~7x para 2027, além de dividend yield próximo de 13% ao ano e preço-alvo de R$39. Para investidores, recomenda-se acompanhar a retomada de SSS/SSR após o efeito Tijuca e o ritmo de crescimento orgânico do setor no curto prazo.
