
AURE3
COMPRAAUREN ENERGIA S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Auren reportou 2T26 fraco, com EBITDA de R$811 mi e EBITDA ajustado de R$749 mi, 4% abaixo da estimativa e 15% menor a/a, pressionado por pior comercialização, curtailments e ventos mais fracos; em geração, o EBITDA ajustado foi de R$790 mi, queda de 7% a/a e 6% abaixo do esperado, com impacto negativo de R$98 mi de curtailments e geração eólica e solar 8% e 26% abaixo do P90, parcialmente compensados por R$70 mi de modulação hidrológica. Na prévia operacional do trimestre, o quadro já indicava pressão sobre renováveis, em linha com o avanço das restrições no setor. Nos KPIs, a comercializadora ficou em EBITDA de -R$17 mi, refletindo posição vendida para 2026, reduzida em 29 MW médios no trimestre, para 96 MW médios ao fim de junho; o prejuízo líquido foi de R$379 mi, pior que o esperado, por despesas financeiras líquidas de R$732 mi ligadas sobretudo à atualização de dívidas indexadas ao IPCA, enquanto a equivalência patrimonial somou R$40 mi e a alavancagem subiu para 5,3x dívida líquida/EBITDA, de 5,2x no 1T. Como âncora setorial, em maio/26 a Auren teve restrições médias de 17,4% na eólica e 24,4% na solar; no sistema, razões energéticas responderam por ~72% dos cortes eólicos e ~90% dos solares, reforçando que o tema segue relevante para entrega física e receita das geradoras renováveis. A tese segue dependente da normalização operacional e da redução da exposição vendida em energia. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$19,0.
