
AURE3
COMPRAAuren
Serviços BásicosPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Auren Energia apresentou um trimestre fraco, com EBITDA ajustado em R$ 837 milhões (queda de 27% a/a) e EBITDA excluindo equivalência patrimonial de R$ 300 milhões; o ajuste considerou marcação a mercado negativa de R$ 506 milhões e provisões de R$ 30 milhões. O resultado líquido foi prejuízo de R$ 602 milhões (ou -R$ 247 milhões ajustado) após despesas financeiras líquidas de R$ 589 milhões e equivalência patrimonial de R$ 71 milhões. A alavancagem aumentou para 5,2x dívida líquida/EBITDA. No segmento de geração, o EBITDA ajustado foi R$ 895 milhões (-11% a/a e 13% abaixo da estimativa de R$ 1,03 bilhão), pressionado por GSF mais baixo (91% vs 107%) e geração eólica e solar 15,4% e 21,1% abaixo do P90; houve, porém, ganho de modulação hidrelétrica de R$ 97 milhões e redução de PMSO de 1,2% a/a. Em comercialização, fechou contrato de autoprodução de 15 anos por 55 MWmédio (fornecimento a partir de 2026) e reduziu sua posição comprada em 159 MWmédio (2026), 31 (2027), 38 (2028), 80 (2029) e 72 (2030). No contexto setorial, as restrições de geração vêm subindo — eólica média 17,4% e solar 27,9% — com causas majoritariamente energéticas (ENE), impactando players como Auren. Riscos centrais incluem variabilidade hidrológica/eadólica, marcações a mercado voláteis, elevado nível de alavancagem e restrições operacionais. Recomenda-se que investidores acompanhem indicadores de restrições, evolução da geração versus P90, exposição MtM e trajetória de desalavancagem e contratos de hedge/comercialização para avaliar recuperação operacional e risco financeiro.
