AZZA3
COMPRAAZZA3
Setor GeralPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Azzas reportou 2T26 fraco, com receita líquida de R$2,7 bi (-8,2% a/a) e EBITDA recorrente pós-IFRS16 de R$380 mi (-29%), enquanto o pré-IFRS16 caiu 33%, para R$311 mi, refletindo menor alavancagem operacional apesar de margem bruta melhor, em 57,2% (+130 bps). O principal foco de pressão veio de Calçados & Bolsas, com receita de R$967 mi (-12,4%) e sell-in de -21%, além de Básicos/Hering, com R$560 mi (-12,1%); Moda Feminina caiu 2,8%, para R$1,4 bi, mas com sell-out positivo de 1,5% e operação internacional da Farm Rio crescendo 4,3% em dólar, enquanto Moda Masculina ficou estável em R$420 mi. Na prévia do trimestre, o BTG já indicava um 2T26 difícil para consumo e vestuário, ainda que com desempenho relativamente melhor que outras verticais do varejo, em um ambiente de juros altos, crédito restrito e demanda discricionária seletiva. O destaque positivo do trimestre foi caixa: fluxo operacional de R$357 mi, mais de 3x a/a, conversão de 115% do EBITDA pré-IFRS16, geração após capex de R$280 mi e melhora de 31 dias no ciclo financeiro ajustado, com estoques em normalização e capex -18,9%. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$188 mi, e o lucro líquido recorrente ficou em R$107 mi, ajudado por crédito tributário de R$61 mi. Como âncora estratégica, a companhia confirmou avaliar alternativas para a Farm Rio; referências de mercado apontam valor potencial de ~R$5,1 bi para o ativo, versus valor de mercado da Azzas de ~R$3,6 bi, com a Farm tendo gerado ~R$3,3 bi de receita em 2025, mais de R$1 bi no exterior, margem EBITDA acima de 15% e crescimento de ~19% na moda feminina. O BTG cita foco em execução, reestruturação da Hering, redução de estoques e disciplina de SG&A. Em valuation, a ação tem preço-alvo de R$40. Para investidores, recomenda-se acompanhar a recuperação de sell-out, a captura de caixa e os desdobramentos estratégicos da Farm em um setor ainda pressionado por endividamento das famílias de 49,8% da renda disponível.
