
BBAS3
NEUTROBanco do Brasil
FinanceiroPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Banco do Brasil entregou um trimestre fraco, com lucro líquido ajustado em R$3,4 bilhões (ROE de ~7%), margem financeira e receitas de serviços resilientes, mas forte pressão do custo de crédito — em especial na carteira agro e aumento da inadimplência de pessoa física — que levou a provisões elevadas (R$20,1 bilhões) e recuperações fracas (R$1,2 bilhão). A administração revisou o guidance de lucro de R$20–26 bilhões para R$18–22 bilhões (corte de ~17% no ponto médio) e elevou a projeção de provisões expandidas para R$65–70 bilhões; essa combinação explica a postura mais cautelosa do mercado, que pode passar a adotar o piso do novo guidance como cenário-base. Indicadores operacionais relevantes incluem receitas de juros totais de R$28,7 bilhões, receitas de serviços de R$8,8 bilhões, CET1 em 11,6%, índice de eficiência em 30,3% e razão preço/lucro projetada de ~6,5–6,6x com dividend yield em torno de 3,9–4%; a ação negocia perto de 0,7x valor patrimonial e teve preço‑alvo revisado para R$25. O Investor Day reforçou pontos positivos: ecossistema e JVs contribuem com ~50% dos lucros e há foco na expansão do consignado privado e na estratégia "figital", mas a visibilidade sobre a normalização do agro permanece limitada, com parcelas prorrogadas significativas que postergam a recuperação. Riscos centrais são deterioração continuada da qualidade de ativos, pressões de custo dos insumos agro e necessidade de provisões adicionais. Para investidores, recomenda-se monitorar evolução da inadimplência agro e provisões, acompanhar sinais de recuperação no segundo semestre e reavaliar exposição à medida que números operacionais e guidance se confirmem.
