
BBAS3
NEUTROBanco do Brasil
FinanceiroPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Banco do Brasil apresentou trimestres recentes marcados por deterioração de qualidade de ativos e revisão de expectativas, refletindo-se em resultados operacionais e valuation menos atraentes. No 1T o lucro ajustado ficou em R$3,4bi (ROE de ~7,3%) e a administração revisou o guidance de lucro para R$18–22bn (redução de ~17% no ponto médio), após ter divulgado previamente faixa de R$22–26bn. A pressão vem de provisões mais altas — agora com guidance de provisões expandidas em R$65–70bn — e aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio (NPL agro ~6,1%) e piora inicial em pessoa física; NPL >90 dias ficou na casa de ~5,2%. Ao mesmo tempo, a margem financeira com mercado e receitas de serviços mostram resiliência, e o ecossistema do grupo (BB Seguridade, Cielo, Elo) continua a amortecer volatilidade, contribuindo com cerca de metade do lucro consolidado. Indicadores-chave: CET1 em torno de 11,6–12,2%, ação negociando ~0,7–0,75x P/VP, P/L implícito entre ~6,5–6,6x dependendo do cenário (por exemplo caso de lucro no piso) e dividend yield aproximado de 3,9–4%; preço-alvo revisado para R$25. Riscos centrais incluem visibilidade fraca sobre normalização do agro, volatilidade de recoveries e pressão de custos (TI e pessoal). Para investidores, recomenda-se acompanhar de perto a evolução da inadimplência e das provisões, o cumprimento do novo guidance, sinais de recuperação no 2S e a execução da estratégia “figital”; avaliar exposição ao banco considerando valuation atual, dividendos esperados e tolerância ao risco até maior clareza operacional.
