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Sacre Investimentos
BBAS3

BBAS3

NEUTRO

BCO BRASIL S.A.

Finance

Preço Atual

R$ 20,17

Preço Alvo

R$ 19,00

Potencial

-5.80%
Última análise: 13/08/2026
Performance
Resumo Executivo

O 2T26 do Banco do Brasil veio com lucro líquido gerencial de R$3,9 bi, +14% t/t e +3% a/a, com ROE ajustado de 8%, NII de R$29,3 bi, +3% t/t e +8% a/a, e receitas de tarifas ligeiramente melhores, mas o trimestre foi marcado por piora relevante na qualidade dos ativos e pressão de capital. A carteira de crédito cresceu 1% t/t, para R$1,2 tri, puxada por governo, grandes empresas e agronegócio. Do lado negativo, as provisões, incluindo descontos, somaram R$20,3 bi, +1% t/t e +17% a/a; a inadimplência acima de 90 dias subiu 56 bps, para 5,6%, a cobertura caiu para 148% e a formação de novos NPLs avançou 41% t/t, para R$21,7 bi, com cobertura de apenas 87% pelas provisões brutas. A deterioração foi mais forte em pessoa física, com NPL >90d de 8,41%, cartões em 14,6%, agro com atraso >30d de 9,0% e NPL >90d de 6,3%, além de piora em MPMEs. No capital, o CET1 recuou 31 bps, para 13,9%; o patrimônio líquido caiu para R$189,2 bi e o patrimônio tangível encolheu 15% t/t, para R$90,4 bi, ou 47,8% do PL, pressionado também por aumento de ~R$5 bi em ativos fiscais diferidos no trimestre. A MP 1.376/2026 para renegociação rural é um passo positivo, com taxas de 5%–12%, prazo de até 10 anos e 2 anos de carência, mas sua implementação segue dependente de regulamentação; o BB tem ~R$100 bi em créditos rurais prorrogados e ~R$30 bi inadimplentes potencialmente afetados. O efeito deve ser gradual, com alívio mais visível a partir do 4T26, sem benefício direto de capital. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução da MP, a normalização da carteira agro e o risco de revisão do guidance diante da pressão sobre lucro, capital e inadimplência.