
BBDC4
NEUTROBradesco
FinanceiroPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Bradesco mostrou recuperação operativa consistente, com lucro líquido ajustado de R$6,8 bilhões no trimestre mais recente (ROE de 15,8%), marcando o nono trimestre consecutivo de expansão sequencial do lucro e superando estimativas em cerca de 2%. A performance foi apoiada por crescimento de carteira (taxas q/q entre 0,6–5% dependendo do período, ~9–12% a/a), margem financeira resiliente (margem bruta ~9% e receita financeira total em torno de R$20 bilhões) e destaque em seguros e cartões, embora provisões tenham vindo acima do esperado (R$9,7–10,1 bilhões) e o custo de risco projetado para 2026 espere-se em patamar ligeiramente superior (~3,3%). Houve um ajuste contábil não recorrente (~R$1,8 bilhão) associado a acordo tributário, que afetou o lucro GAAP sem desembolso material de caixa; despesas antecipadas e investimentos reduziram o patrimônio tangível t/t em cerca de R$4 bilhões. A operação de saúde (BradsSaúde/Odontoprev) elevou o capital proforma em ~250bps, enquanto o CET1 consolidado permaneceu pressionado (cerca de 10–11% dependendo da mensuração). No contexto setorial, os incumbentes enfocam execução, disciplina de custos e qualidade de capital; o Bradesco é visto como segundo mais favorável à medida que sua reestruturação ganha tração. Principais riscos incluem qualidade do capital (DTAs), elevação de provisões, pressão em sinistralidade e volatilidade macro. Recomenda-se que investidores monitorem evolução do patrimônio tangível e CET1 proforma, execução e desdobramentos da BradsSaúde, trajetória de NPLs e provisões, e a teleconferência gerencial para sinais de consolidação da mudança de mentalidade e potenciais impactos no valuation (P/VPA ~1,3x).
