
BBDC4
NEUTROBCO BRADESCO S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Bradesco reportou 2T26 em linha, com lucro líquido ajustado de R$7,05 bi, alta de 3,5% t/t e 16,2% a/a, e ROE de 16,2%, 0,4 p.p. acima do 1T26. A carteira expandida cresceu 4% t/t e 12% a/a, para R$1,14 tri, acima do guidance, puxada por linhas garantidas e programas governamentais; a margem com clientes somou R$20,2 bi, alta de 4% t/t, com NIM estável em 9%. Em qualidade de ativos, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,3%, o estágio 2 foi a 5,5%, o estágio 3 a 7,2% e a cobertura caiu para 152%, enquanto o custo de risco ficou em 3,5%. As receitas de tarifas chegaram a R$10,5 bi e seguros, previdência e capitalização a R$6,1 bi, com lucro da seguradora de R$2,9 bi; as despesas sem juros foram de R$18,7 bi e a eficiência melhorou para 48,4%. Em capital, o banco anunciou aumento de até R$10 bi, com compromisso dos controladores de até R$8 bi, praticamente assegurando a operação; a emissão pode adicionar ~90 bps ao CET1 sobre base proforma de ~12,7% e reforçar o patrimônio tangível, estimado em R$28–33 bi após medidas recentes. Na CEO Conference de 2026, a administração reconheceu pressão em provisões e desaceleração do crédito, mas indicou compensação via receitas não ligadas a crédito, margens de depósitos e controle de custos; trabalha com custo do risco em ~3,5% em 2026, crescimento da carteira perto de 7% em 2027 e destacou expansão de R$160 bi, ou 19%, nos depósitos até junho. No setor, a queda do DI de 10 anos de ~14,2% para ~13% ajudou a comprimir o custo de capital implícito do banco para 16,3%, de 16,1% em outro recorte, e as ações chegaram a subir 14% em um dia e 19% desde 22 de setembro. Com gate de valuation, BBDC4 negocia com potencial implícito frente ao preço-alvo de R$22. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de inadimplência, cobertura, capital tangível e execução do aumento de capital.
