
BEEF3
NEUTROMINERVA S.A.
Distribution ServicesPreço Atual
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Potencial
A Minerva reportou 2T26 em linha, com receita de R$14,1 bi, EBITDA de R$1,23 bi e margem EBITDA de 8,7%, versus 9,4% no 2T25; o lucro líquido foi de R$190 mi, ajudado por hedge cambial e menor alíquota de imposto. No operacional, a diversificação geográfica voltou a sustentar a estabilidade, com vendas no Brasil +16% t/t e volumes +10%, enquanto Argentina e Uruguai perderam participação relativa; ainda assim, a margem bruta de 16,6% ficou entre as mais baixas da série recente. Na prévia, a expectativa era de receita de ~R$14 bi, EBITDA de ~R$1,26 bi e margem de ~9,0%, com preços médios de exportação da carne bovina brasileira +23% a/a em dólar sustentando a linha de receita e melhora sequencial de ~60 bps na margem, apesar de queda anual de ~40 bps. O principal ponto de atenção no trimestre foi o caixa: houve consumo de R$611 mi, pressionado por saída de R$1,1 bi em capital de giro, acima da queima de ~R$170 mi indicada na prévia. Com isso, a dívida líquida incluindo FIDC subiu para R$15 bi, ou 3,0x EBITDA LTM. O financiamento com fornecedores atingiu R$4,7 bi, maior nível da série, enquanto os adiantamentos de clientes recuaram para R$4,9 bi, menor patamar em sete trimestres; o ciclo de conversão de caixa permaneceu negativo em -19 dias, ante -26 dias no 1T26, limitando a liberação de capital e a velocidade de desalavancagem. A leitura consolidada é de execução operacional consistente após a incorporação dos ativos da Marfrig, mas com balanço ainda pressionado e poucos catalisadores de curto prazo. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do capital de giro e da alavancagem em um setor de proteínas ainda desafiado pela deterioração sincronizada dos ciclos no Brasil e nos EUA.
