
BEEF3
NEUTROMinerva
Alimentos & BebidasPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Minerva chega ao período mais recente com desempenho operacional resiliente, reportando EBITDA de cerca de R$1,1 bi no trimestre e um ano recorde com R$4,8 bi de EBITDA, apoiado pela integração dos ativos adquiridos da Marfrig. Ao mesmo tempo, indicadores financeiros chamam atenção: caixa caiu para R$10,8 bi (próximo à política mínima estimada em ~R$11 bi), dívida líquida aumentou ~R$940 mi no trimestre e a alavancagem reportada flutua entre ~2,8–2,9x (4,7–4,8x em base expandida). A equipe revisou preço-alvo para R$7/ação e projeta EBITDA de R$4,9 bi para 2026, com FCFE estimado em R$407 mi para 2027 (yield implícito ~9%). No plano setorial, ciclos adversos predominam: alta do preço do gado no Brasil, quota de importação chinesa menor que volumes recentes e frente de antecipação de embarques comprimem spreads e margens; nos EUA, ajustes de capacidade e greves geraram volatilidade nos spreads de bovino; em aves e suínos, expansão de oferta e pressão de custos sinalizam compressão futura de margens. Principais insights convergem para a necessidade de desalavancagem: o custo implícito da dívida líquida é elevado e a conversão de EBITDA em caixa permanece fraca, fruto de “outros” financeiros e maior capital de giro. Riscos relevantes incluem volatilidade de preços de gado, renovação de linhas de capital de giro (~R$10 bi), risco cambial e impacto da cota chinesa. Recomendação prática para investidores: acompanhar de perto desalavancagem efetiva, evolução do caixa versus política mínima, decisões de alocação de capital (dividendos vs redução de dívida), indicadores de margem versus custo do gado e renovações de financiamento para avaliar mudança na tese de valor.
