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Sacre Investimentos
BH

BHIA3

NEUTRO

GRUPO CASAS BAHIA S.A.

Retail Trade

Preço Atual

R$ 1,09

Preço Alvo

R$ 3,00

Potencial

145.90%
Última análise: 09/10/2026
Performance
Resumo Executivo

Casas Bahia segue inserida no trecho mais pressionado do varejo discricionário, com consumo fraco, juros elevados, crédito cauteloso e competição digital intensa. No crédito, a carteira atingiu R$4,46 bi, alta de 5,6% a/a, mas a qualidade dos ativos piorou: inadimplência de 1–360 dias em 38,4%, de 1–90 dias em 25,9% e NPL acima de 90 dias em 12,5%, com perdas de crédito de R$270 mi, alta de 9%, provisão de R$614 mi, queda de 4%, e cobertura recuando de 15,2% para 13,8%. No operacional, a leitura setorial para o 3T26 segue fraca para categorias dependentes de financiamento, sem sinais claros de melhora de acessibilidade, enquanto a concorrência em e-commerce permanece elevada com Mercado Livre, Amazon, Shopee e TikTok Shop, além de novas camadas competitivas em logística, publicidade e crédito, como a carteira de curto prazo da Shopee em ~R$8,0 bi em agosto. A fragilidade financeira da companhia também aparece como vetor competitivo para terceiros: o BTG destaca que as dificuldades de Casas Bahia tendem a favorecer vendas do Magazine Luiza, que estima sobreposição de 92% de suas lojas com unidades abertas da rival, equivalentes a ~R$18,4 bi em vendas, e 75% com lojas já fechadas. No pano de fundo, a ação participa do beta doméstico do setor, que reprecificou com a queda da percepção de risco macro, mas esse movimento foi majoritariamente de valuation, sem melhora relevante de lucro no curto prazo. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da inadimplência inicial, provisões, liquidez e a capacidade de sustentar vendas em um ambiente em que crédito e alavancagem das famílias, perto de 49,8% da renda disponível, seguem como os principais limitadores da demanda.