BHIA3
NEUTROGRUPO CASAS BAHIA S.A.
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
Casas Bahia segue exposta a um ambiente macro e competitivo difícil para o varejo discricionário, com crédito ainda relevante para conversão, mas sem sinal de retomada agressiva da originação no setor. Na leitura mais recente da operação financeira, a carteira de crédito atingiu R$4,46 bi, alta de 5,6% a/a, mas com qualidade ainda pressionada: inadimplência acima de 90 dias ficou em 12,5%, praticamente estável, enquanto os atrasos de 1–360 dias subiram para 38,4% e os de 1–90 dias avançaram para 25,9%. As perdas de crédito somaram R$270 mi, alta de 9%, equivalentes a 6,1% da carteira, e a provisão caiu 4%, para R$614 mi, reduzindo a cobertura de 15,2% para 13,8%. Em paralelo, o setor entrou no 2T26 com expectativa de trimestre fraco: excluindo Mercado Livre, o BTG projetava alta de 7% da receita líquida e de 4% do EBITDA para o varejo coberto, refletindo baixa alavancagem operacional e poucas revisões positivas de lucro. Para BHIA3, a mensagem central das análises é menos sobre um print isolado e mais sobre sensibilidade elevada ao ciclo de crédito, juros e renda. O endividamento das famílias chegou a 49,8% da renda disponível, com 29,3% da renda comprometida com dívidas, enquanto as vendas do varejo mantêm correlação histórica de 0,97 com a originação de crédito. Isso pesa mais em categorias como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, justamente as mais dependentes de financiamento. No digital, a competição segue intensa, com plataformas como Shopee, Mercado Livre e TikTok Shop elevando monetização sem perder tração. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da inadimplência inicial, provisões, cobertura e a capacidade de o crédito sustentar vendas sem ampliar risco em um setor ainda pressionado por juros altos e consumo seletivo.
