BRAV3
COMPRABRAVA ENERGIA S.A.
Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Brava reportou EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de ~US$353 mi, alta de 14% t/t e em linha com as estimativas, apoiado por produção ~8% maior, Brent mais forte, margens de refino melhores e maiores offtakes em Papa-Terra e Parque das Conchas; o lifting cost subiu para US$16,3/boe com maior peso offshore. A prévia do trimestre apontava EBITDA de ~US$348 mi, com offtakes +8% t/t e lifting cost de US$17–18/boe, já refletindo parte do efeito do imposto de exportação sobre Atlanta e BC-10. Em caixa, o trimestre ficou próximo do zero, pressionado por hedge de petróleo com impacto negativo de US$167 mi e capex de US$124 mi na campanha ATL/PPT, enquanto a dívida líquida ficou em ~US$1,7 bi e a alavancagem em ~2,0x; ajustando efeitos extraordinários, o FCFE teria sido de ~US$117 mi, ou ~5–6% do valor de mercado. Operacionalmente, a produção de julho ficou em 82–83 kboed, com expectativa de recuo adicional em agosto por parada de 9 dias em Papa-Terra antes do primeiro óleo de dois novos poços no 4T26. As projeções mais recentes indicam produção de 82 kboed em 2026 e 94 kboed em 2027, com potencial de 100–110 kboed com novos poços em Papa-Terra e Atlanta, além de EBITDA de ~US$1,27 bi em 2026 e ~US$1,10 bi em 2027. A proteção de balanço segue relevante, com 44% da produção de petróleo dos próximos 12 meses hedgeada a ~US$66/bbl. Como âncoras, o material aponta FCFE yield acima de 20% em 2027, P/L de 6,3x em 2026E e 4,3x em 2027E, EV/EBITDA de 3,7x e 2,9x, e preço-alvo de R$23. A entrada da Ecopetrol, com 51% do capital após a OPA e acordo privado, adiciona opcionalidade estratégica, mas o foco segue na execução offshore, desalavancagem e clareza sobre alocação de capital. Para investidores, recomenda-se acompanhar a entrega da campanha Papa-Terra/Atlanta, a estratégia da nova controladora e a inflexão de caixa esperada a partir do 2S27.
