
BRBI11
COMPRABRBI BR PARTNERS S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O 2T26 do BR Partners foi fraco, com lucro líquido de R$35 mi, queda de 8% t/t e 19% a/a, 25% abaixo da estimativa e 17% abaixo do consenso, enquanto o ROE ficou em 17,5%. A receita líquida somou R$121 mi, recuo de 5% t/t e 4% a/a, 9% abaixo da projeção, pressionada por um ambiente mais fraco em mercado de capitais. Em IB&CM, a receita foi de R$81 mi, queda de 4% t/t, embora ainda 10% acima de um ano antes, mas 12% abaixo da estimativa; a conversão de mandatos em M&A melhorou e o banco anunciou 14 transações de investment banking no 1S26, sendo 11 de M&A, versus 3 no 1S25. Já em DCM, o volume caiu para R$1,9 bi no trimestre, baixa de 19% t/t, e R$4,3 bi no semestre, queda de 14% a/a. Em Sales & Trading, a receita ficou em R$19 mi, estável t/t e 23% menor a/a, enquanto a remuneração do capital recuou para R$26 mi, queda de 9% t/t e 32% a/a. Wealth Management segue pequeno, mas em expansão, com receita de R$9 mi no 1S26, alta de 29% a/a, e patrimônio sob assessoria de R$6,2 bi, avanço de 13% a/a. Do lado do balanço, a carteira de securities warehousing cresceu 10% t/t, para R$3,3 bi, e o Tier 1 caiu 70 bps t/t, para 16,8%. As despesas seguiram pressionando, com SG&A de R$79 mi, alta de 22% a/a, despesas de pessoal de R$50 mi, +23% t/t e +44% a/a, índice de remuneração de 38% no trimestre e eficiência de 58,7%, ante 45% no 1S25. A tese segue ligada à qualidade da franquia e à alavancagem operacional a uma retomada do ECM/DCM; para investidores, recomenda-se acompanhar a recuperação do mercado de capitais brasileiro e o impacto de juros, inflação e incerteza eleitoral no 2S26.
