
BRIT3
COMPRABrisanet
Telecom & TecnologiaPreço Atual
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Potencial
A Brisanet tem apresentado crescimento consistente de receita, com avanço de cerca de 16% a/a e receitas reportadas na casa dos R$442–R$454 milhões, sustentado pela expansão da operação móvel e pela base de fibra. O EBITDA ajustado ficou entre R$192 milhões e R$199 milhões, com margem que recuou de ~45% para 42,3% à medida que os custos iniciais da expansão móvel — especialmente na região Centro-Oeste — pressionaram resultados. O lucro líquido reverteu um prejuízo do trimestre anterior e ficou positivo em R$19 milhões no último trimestre reportado, mas segue impactado por maiores despesas financeiras decorrentes de maior alavancagem e juros mais altos. A base operacional segue em crescimento: cerca de 7,2 milhões de casas passadas, ~1,53 milhão de clientes fibra, ARPU de banda larga em torno de R$89–R$91 e churn estável em 2,22%. No móvel houve aceleração prévia com até 152 mil adições líquidas, mas observou-se desaceleração recente para 101 mil adições. O capex foi intenso em 2025 (R$751 milhões, acima do guidance) e o guidance de capex para 2026 foi reiterado em R$700 milhões; o capex trimestral variou perto de R$146–172 milhões. Dívida líquida em torno de R$1,66–1,69 bilhão e alavancagem ~2,2x. Principais insights: o crescimento do móvel é motor de expansão, porém ainda consome margens e traz visibilidade limitada sobre unit economics; a companhia negocia com prêmio frente a outras ISPs. Riscos incluem execução do plano no Centro-Oeste, necessidade de capex adicional, volatilidade de juros e pressão sobre margem. Investidores devem acompanhar de perto evolução do ARPU e churn, ritmo de adições móveis, cumprimento do capex e trajetória de deleveraging; exposição é mais atraente para quem tem convicção no upside do 5G, ponderando o prêmio de valuation e riscos operacionais.
