
CAML3
COMPRACAMIL ALIMENTOS S.A.
Process IndustriesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Camil reportou 1T26 com recuperação forte de volumes, mas rentabilidade pressionada e consumo relevante de caixa. A receita líquida ficou em R$2,7 bi, praticamente em linha e -0,7% a/a, enquanto o lucro bruto somou R$652 mi, +7,5% a/a, com margem bruta de 24,4%. O EBITDA ajustado caiu para R$200 mi, -12,8% a/a e 9% abaixo da estimativa, com margem de 7,5%, pressionado por SG&A de R$544 mi, +22,6% a/a; o EBIT recuou para R$140 mi, -16,1% a/a, e o lucro líquido foi de R$28 mi, -57,7% a/a. Na operação, os volumes consolidados cresceram 18% a/a, com alta de 14% no alto giro no Brasil, 14% em maior valor agregado e 26% nas operações internacionais, apoiadas por Uruguai, Chile, Equador e pela nova operação no Paraguai. No caixa, a sazonalidade do capital de giro consumiu R$1,2 bi com formação de estoques de arroz, elevando a dívida líquida para R$4,5 bi e a alavancagem para 5,5x dívida líquida/EBITDA LTM; o capex foi de R$77,5 mi, com a planta de Cambaí perto da conclusão. A principal âncora para a tese segue sendo o arroz: a área plantada no Brasil caiu 14% e a produção recuou 13%, enquanto os preços seguem abaixo do custo de produção no RS, em ~R$80/saca. A estimativa considera preço médio de ~R$69/saca em 2026, versus ~R$62/saca atualmente, com potencial adicional em cenário de risco climático ligado ao El Niño; uma recuperação para perto de R$80/saca pode praticamente dobrar o lucro líquido até 2027. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$10,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do capital de giro e a trajetória dos preços do arroz no Brasil.
