
CAML3
COMPRACAMIL ALIMENTOS S.A.
Process IndustriesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Camil reportou no 2T26 receita líquida de R$ 2,8 bi, queda de 7,2% a/a, EBITDA ajustado de R$ 212 mi, recuo de 12,5% a/a e 5,5% abaixo da estimativa, com margem de 7,7%, e lucro líquido de R$ 41 mi, acima da projeção apesar da queda anual; os volumes totais caíram 4,7% a/a para 605 mil t, com recuo de 4,6% em alto giro no Brasil, embora a base tenha sido distorcida por 41 mil t de exportações não recorrentes de açúcar no ano anterior, crescimento de 14,1% em valor agregado e queda de 8,3% nas operações internacionais, pressionadas pelo Uruguai. Na prévia do 1T26, a companhia havia mostrado volumes consolidados em alta de 18% a/a, com avanço de 14% em alto giro no Brasil, 14% em valor agregado e 26% no internacional, mas com EBITDA ajustado de R$ 200 mi, queda de 12,8% a/a e margem de 7,5%, pressionado por despesas com vendas, gerais e administrativas de R$ 544 mi, alta de 22,6% a/a. No balanço, houve liberação de R$ 146 mi de capital de giro no 2T26, após consumo sazonal de R$ 1,2 bi no trimestre anterior para formação de estoques de arroz, reduzindo a dívida líquida em R$ 120 mi t/t, mas mantendo alavancagem elevada em 5,6x dívida líquida/EBITDA, após 5,5x no 1T26; o capex caiu para R$ 53 mi, com a planta de Cambaí já concluída, ante R$ 77,5 mi no trimestre anterior. A tese segue ancorada na recuperação dos preços do arroz: a área plantada no Brasil caiu 14% e a produção 13%, enquanto o BTG trabalha com preço médio de R$ 69/saca em 2026, ante cerca de R$ 62/saca observados na referência, versus custo de produção próximo de R$ 80/saca no RS; uma normalização para perto de R$ 80/saca até 2027 poderia praticamente dobrar o lucro líquido. Em valuation, a ação negociava com preço-alvo de R$ 10,00, ante faixa de tela entre R$ 5,3 e R$ 7,2 nas análises. Para investidores, recomenda-se acompanhar a captura da alta do arroz nos preços realizados, a normalização das despesas e a desalavancagem.
