
CAML3
COMPRACamil Alimentos
Alimentos & BebidasPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Camil apresentou trimestre e ano fiscal fracos, com EBITDA do último trimestre em R$132 milhões (32% abaixo da estimativa ajustada por R$61 milhões de reversões tributárias não recorrentes), receitas em linha graças a volumes acima do previsto e forte pressão de preços — o arroz teve queda média de R$109/saca para R$65/saca (-41%), impactando receita e margens. A companhia liberou R$1,1 bilhão de capital de giro, mas viu a dívida líquida subir R$268 milhões, elevando a alavancagem para 3,9x (incluindo arrendamentos) versus 3,4x no ano anterior. Despesas operacionais cresceram, com pessoal aumentando 19% e despesas totais subindo para 19,5% da receita, representando risco à recuperação de margem. Ao mesmo tempo, sinais de recuperação de preços do arroz e redução de oferta (produção retraída em ~13%) devem apoiar melhora em AF2026, quando analistas projetam receita e EBITDA mais altos e geração de caixa ex-Capex próxima de R$300 milhões; a ação já subiu ~31% desde a última nota e negocia a um FCF yield indicado entre ~12–14% para AF2026. No setor, demanda segue fraca e cortes tributários tiveram efeito limitado; a alta recente de commodities beneficia Camil (via preços) porém pressiona concorrentes que usam trigo e óleo de palma (~80% do custo). Principais riscos são a volatilidade de preços agrícolas, pressão de custos e a elevação de despesas recorrentes. Recomendação operacional: acompanhar a trajetória dos preços do arroz, a recorrência das despesas com pessoal, a concretização do desalavancagem via geração de caixa e a conclusão do capex (Itaqui) para avaliar a sustentabilidade da recuperação e calibrar exposição com base nos múltiplos e no FCF yield.
