
CEAB3
COMPRACEA MODAS S.A.
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A C&A reportou 2T26 em linha, com receita líquida de R$2,08 bi (+1% a/a), avanço de 5,6% em vestuário para R$1,89 bi, SSS de 4,1% e EBITDA ajustado pré-IFRS16 de R$307 mi, com margem de 14,7%; a margem bruta consolidada subiu 140 bps, para 58,1%, apoiada por disciplina comercial, sortimento e câmbio, enquanto eletrônicos e beleza caíram 37% após a descontinuação da categoria. Para o 3T26, a prévia setorial indica crescimento de ~1,5% nas vendas líquidas consolidadas, mas retração de ~170 bps na margem EBITDA pré-IFRS16, em um ambiente ainda pressionado por juros altos, renda comprimida, crédito seletivo e concorrência internacional mais intensa no vestuário. Nos serviços financeiros, a carteira ativa cresceu 10,2% a/a, para R$979 mi, com receita de R$93 mi e lucro operacional de R$24 mi; a qualidade dos ativos melhorou, com inadimplência de 90–360 dias em 13,4%, 1–360 dias em 18,0% e 1–90 dias em 4,6%, enquanto o C&A Pay atingiu penetração de 28–28,2% das vendas e clientes com frequência ~2x maior, ticket 25% superior e gasto ~150% acima dos demais. A geração de caixa segue como ponto forte, com conversão de caixa operacional de 94%, FCF/EBITDA de 41% no agregado setorial e alavancagem de apenas 0,2x Dívida Líquida/EBITDA. No Investor Day, a companhia apresentou o ciclo Full Power até 2030, com 60–80 novas lojas, reforma de 100–120 unidades, capex de 7–8% da receita, TIR acima de 18%, alavancagem abaixo de 0,5x e expansão digital para 15% das vendas de vestuário, ante 7% nos últimos 12 meses. Com gate de valuation, a ação negocia a ~5,0x P/L 2026 e ~5,1x P/L 2027, com preço-alvo de R$19. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução do plano de expansão, a evolução das margens no vestuário e a resposta à pressão competitiva de plataformas internacionais.
