
CMIG4
NEUTROCIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS - CEMIG
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Cemig reportou no 2T26 EBITDA de R$2,15 bi e EBITDA ajustado de R$1,95 bi, alta de 6% a/a e 5% acima da estimativa de R$1,85 bi, com a distribuição puxando o resultado; o lucro líquido ajustado foi de R$876 mi, em linha com a projeção de R$880 mi. Na operação, a distribuição entregou EBITDA ajustado de R$1,13 bi, acima de R$877 mi esperados, beneficiada por reajuste tarifário de 6,5%, menores custos com pensão e disciplina de despesas, com PMSO 16,8% abaixo das despesas regulatórias no 1S26; volumes faturados cresceram 1,2% a/a e as perdas ficaram em 11,4%, abaixo do limite regulatório de 11,48%. Já geração, transmissão e comercialização somaram EBITDA ajustado de R$471 mi, abaixo de R$507 mi estimados, pressionados por perda de R$154 mi na comercialização, ligada a posição vendida de energia e diferenças de preços entre submercados, com impacto adicional de R$67 mi no trimestre; a Gasmig gerou R$205 mi de EBITDA, acima de R$183 mi esperados, mas com queda de 15% a/a. No financeiro, as despesas líquidas ajustadas foram de R$673 mi, acima de R$546 mi projetados, refletindo maior variação monetária da dívida indexada ao IPCA e atualização de créditos de GD, e a alavancagem subiu para ~2,6x dívida líquida/EBITDA, de 2,45x no 1T26. Como âncora operacional, o balanço energético indica posição vendida de 128 MW médios em 2027 e 169 MW médios em 2028, mantendo risco na comercialização. Em valuation, a ação negocia com preço-alvo de R$12,6. No setor, utilities seguem vistas como defensivas, mas juros reais elevados seguem pressionando nomes mais alavancados; para investidores, recomenda-se acompanhar a execução na comercialização, a trajetória da alavancagem e o ambiente macro de taxas reais.
