
CMIN3
NEUTROCSN MINERAÇÃO S.A.
Non-Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A CMIN entregou 2T26 fraco, mas em linha com o esperado: EBITDA ajustado de R$1,0 bi, queda de 29% t/t e 20% a/a, pressionado por fretes mais altos, custo C1 de US$24/t e parada programada de 15 dias na mina e no porto; o ponto positivo foi o volume de vendas de 11,8 Mt, 3% acima da estimativa e estável a/a, enquanto o preço realizado caiu para US$47,9/t FOB, 20% abaixo do esperado e 32% menor t/t. Na prévia do 3T26, a leitura seguiu desafiadora, com expectativa de receita fraca, preços de minério mais baixos, câmbio 4% mais apreciado t/t e nova pressão de custos, sobretudo pelo frete Brasil-China, que avançou 37% t/t; dentro da cobertura, a CMIN apareceu entre os destaques negativos relativos do trimestre por maior exposição ao frete spot. No caixa, o FCFE foi de R$1,1 bi, sustentado por liberação de capital de giro de R$853 mi, mesmo com capex mais alto, e a alavancagem subiu para 0,23x, ainda confortável. No pano de fundo setorial, o minério recuou para US$96–98/t em parte do período, enquanto o frete Brasil-China chegou a ~US$42/t, ante US$22–23/t no início do ano, passando a representar cerca de 40% do preço de referência; nesse contexto, o BTG vê 30–40 Mtpa de oferta brasileira de maior custo em risco de interrupção, o que pode dar suporte ao minério para US$105–110/t se o frete permanecer elevado. Para a CMIN, a tese segue mais dependente da normalização de fretes e de melhor realização de preços do que de balanço, já que a estrutura de capital permanece saudável, mas a sensibilidade ao frete spot limita a conversão operacional no curto prazo. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória do frete marítimo e eventuais cortes de oferta doméstica de maior custo.
