
CMIN3
NEUTROCSN Mineração
Mineração & SiderurgiaPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O minério de ferro segue surpreendentemente resiliente, com o benchmark negociando consistentemente acima de US$100–110/t, impulsionado mais pela inflação de custos do que por aperto estrutural de oferta e demanda: frete Brasil–China e combustíveis adicionam cerca de US$9–12/t ao custo marginal, elevando o piso de preços. A China mantém demanda relativamente robusta — utilização de altos-fornos ~90% e importações ainda elevadas — enquanto novos projetos (Simandou) devem ter impacto limitado no curto prazo; nossas projeções implicam preço médio mais alto para 2026 (≈US$102/t) e leve correção em 2027 (≈US$95/t). No nível corporativo, a execução operacional tem sido mista: players integrados mostram volumes sazonais mais baixos no 1T, mas preços sustentáveis compensam parcialmente. A CSN apresenta EBITDA ajustado de R$2,64 bi e alavancagem material (dívida líquida/EBITDA ~3,36x), com consumo de caixa e dependência de vendas de ativos para desalavancagem; sua siderurgia opera com margem reduzida (~7%) enquanto cimento registra desempenho forte (EBITDA R$393m, margem 31%). A CMIN reporta embarques de 9,5 Mt, EBITDA de R$1,4 bi, custo caixa ~US$23,1/t, FCF negativo e impacto crescente de fretes (rota Tubarão–Qingdao saltou de ~US$24,8/t para ~US$35,5/t), pressionando resultados futuros. Riscos centrais: volatilidade de preços, inflação de frete/energia, sazonalidade operacional e concentração de vencimentos. Recomenda-se monitorar de perto tendências de frete e indicadores chineses (utilização de altos-fornos e importações), evolução da desalavancagem e monetização de ativos em empresas com balanços mais frágeis, e considerar exposição a nomes beneficiados por preços mais altos e aos metais que têm drivers estruturais, como o ouro, cujo suporte vem de bancos centrais, incerteza geopolítica e fluxos de ETFs.
