
CMIN3
NEUTROCSN MINERAÇÃO S.A.
Non-Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A CMIN reportou 2T26 fraco, mas em linha com o esperado: EBITDA ajustado de R$1,018 bi, queda de 29% t/t e 20% a/a, pressionado por fretes mais altos, custo C1 maior e uma parada programada de 15 dias na mina e no porto; ainda assim, os embarques vieram melhores, com vendas de 11,8 Mt, 3% acima da estimativa e estáveis a/a. Na prévia, o banco já indicava receita de R$4,247 bi, EBITDA de ~R$1,015 bi e volumes de ~11,5 Mt, alta de 19% t/t, em um trimestre mais fraco para mineradoras por preços realizados menores e custos mais altos. O preço realizado ficou em US$47,9/t FOB, 20% abaixo do esperado e 32% menor t/t, afetado sobretudo pelo frete, enquanto o C1 foi de US$24/t, em linha com a projeção e 4% acima do 1T26. No caixa, a companhia entregou FCFE de R$1,088 bi, sustentado por liberação de capital de giro de R$853 mi mesmo com capex mais alto, e a alavancagem subiu para 0,23x, de 0,11x, ainda em nível confortável. No pano de fundo setorial, o minério de ferro ficou em US$105,2/t no 2T26, alta de 1% t/t, mas o frete Brasil-China avançou 36% t/t para US$33,7/t, fator especialmente relevante para a CMIN por sua maior exposição ao mercado spot de fretes. A leitura consolidada é de uma operação resiliente em volumes e caixa, mas com sensibilidade elevada à dinâmica de frete e custos, o que limita a expansão de margens no curto prazo. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização logística e a trajetória dos fretes, hoje o principal vetor para conversão de preço do minério em EBITDA.
