
COGN3
COMPRACOGNA EDUCAÇÃO S.A.
Commercial ServicesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Cogna entregou 2T26 em linha, com receita líquida de R$1,96 bi (+18% a/a), EBITDA ajustado de R$589 mi (+7%) e margem de 30,1%, queda de 3,1 p.p. por mix menos favorável, já que Educação Básica cresceu mais que a graduação; o lucro líquido ajustado subiu 18%, para R$210 mi, e o contábil avançou 25%, para R$149 mi. Na Kroton, a receita foi de R$1,3 bi (+6%), com EBITDA ajustado de R$515 mi (+2%) e pressão de margem, enquanto no 1S26 a captação total caiu 17%, com EAD -34%, presencial +12% e híbrido +3%; a base final de alunos recuou 4% e o ticket médio subiu 11%. Em Educação Básica, a receita cresceu 51%, para R$650 mi, com PNLD a R$124 mi (+458%), assinaturas a R$392 mi (+22%) e B2G a R$56 mi (+45%); o EBITDA do segmento foi de R$74 mi (+63%). Na prévia do trimestre, o BTG esperava receita de ~R$1,9 bi, EBITDA de ~R$597 mi e margem de ~31%, já apontando crescimento puxado por Básica e PNLD, mas com compressão de rentabilidade. Na frente financeira, o fluxo de caixa operacional após capex foi de R$395 mi (+33%), o FCFE chegou a R$252 mi (+88%) e a alavancagem caiu para 1,10x, de 1,13x no 1T26. A administração segue priorizando desalavancagem e redução do risco sacado; o custo médio da dívida está em CDI+1,35%, versus emissão recente a CDI+0,62%, e o capex orgânico de 2026 segue em ~R$600 mi, focado em tecnologia, IA e medicina. Entre os vetores operacionais, a Kroton ainda enfrenta captação mais fraca e PDD de 13–14% da receita, mas a companhia aprovou mais de 100 polos para enfermagem presencial, enquanto o B2G já soma ~R$400 mi de receita e cresce perto de 20% ao ano. Com a revisão do modelo, o BTG cortou estimativas de 2027, com EBITDA -4% e lucro -20%, mas manteve compra; a ação negociava a ~4,5x P/L 2027, com preço-alvo de R$4. Para investidores, recomenda-se acompanhar a transição regulatória do EAD e o ENAMED, cujo maior escrutínio sobre medicina deve influenciar captação e diferenciação competitiva até 2027.
