
CPFE3
NEUTROCPFL ENERGIA S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A CPFL reportou 2T26 com EBITDA ajustado de R$2,96 bi, alta de 7% a/a e em linha, com distribuição mais forte compensando geração mais fraca; o LL reportado foi de R$1,37 bi, acima da estimativa, e a alavancagem seguiu controlada em ~2,4x dívida líquida/EBITDA. Na distribuição, o EBITDA foi de R$1,96 bi, +13% a/a, apoiado por volume +4% a/a, enquanto perdas ficaram em 9,65%, inadimplência em 1,08% e PMSO ajustado +8,4% a/a. Em geração, o EBITDA foi de R$673 mi, -9% a/a, pressionado por vento mais fraco e restrições de ~25% no trimestre, com perda de receita de R$54 mi no período e R$116 mi no 1S26. No 1T26, o EBITDA consolidado havia sido de R$3,35 bi, +3% a/a e 5% acima da projeção, com LL reportado de R$1,83 bi e alavancagem de ~2,3x; a distribuição entregou R$2,23 bi de EBITDA, com perdas em 9,55%, enquanto a geração somou R$809 mi e já sofria com restrições, que tiraram R$62 mi do resultado. No setor, os cortes de geração renovável seguem relevantes: em maio/26, as restrições médias na eólica subiram para 17,4%, e a CPFL registrou 22,8%; na solar, o corte médio foi de 27,9%. As razões energéticas responderam por ~72% das restrições eólicas e ~90% das solares. Para investidores, recomenda-se acompanhar a capacidade de a distribuição seguir compensando a pressão em geração renovável, especialmente diante de restrições persistentes e maior sensibilidade a vento e despacho.
