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Sacre Investimentos
CPLE3

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COMPRA

CIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL

Utilities

Preço Atual

R$ 14,68

Preço Alvo

R$ 18,00

Potencial

22.62%
Última análise: 19/08/2026
Performance
Resumo Executivo

A Copel reportou no 2T26 EBITDA ajustado de R$1,61 bi, em linha e +21% a/a, puxado por Distribuição, com R$766 mi, +34,5% a/a e 5% acima da estimativa, apoiada por volume distribuído +7,3%, perdas em 7,7% vs. limite regulatório de 8,6%, melhora de qualidade e PMSO recorrente estável (-0,4% a/a). Em Geração, Transmissão e Comercialização, o EBITDA ajustado foi de R$860 mi, +10% a/a, mas 5% abaixo da projeção, com curtailment de 23,7% vs. 15,7% no 2T25. Na prévia operacional, os volumes faturados cresceram 7,2% a/a, ajustados por geração distribuída, com destaque para residencial (+13,7%), comercial (+10,4%) e rural (+7,3%), enquanto o volume total de energia vendida caiu 1,1% a/a. Abaixo do EBITDA, as despesas financeiras líquidas somaram R$369 mi, beneficiadas por ganho de R$284 mi no acordo da UBP Elejor, e a equivalência patrimonial ficou em R$70 mi, levando o lucro líquido a R$1,05 bi; em base ajustada, o lucro foi de R$645 mi. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,9x Dívida Líquida/EBITDA. A companhia revisou a política de dividendos, elevando a alavancagem-alvo para 2,9x, com faixa de 2,6x–3,2x e prazo de retorno ao alvo estendido para 48 meses a partir de dez/26, o que amplia a flexibilidade para sustentar dividendos durante os investimentos em Segredo e Foz do Areia. As projeções citadas indicam dividendos de R$3,4 bi em 2026 e R$3,1 bi em 2027, equivalentes a DY de 7,5% e 6,9%. No setor, as restrições renováveis seguem pressionando a operação: em maio/26, os cortes médios atingiram 17,4% na eólica e 27,9% na solar, com causas energéticas respondendo por ~72% e ~90% do total; para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do curtailment e sua captura nas vendas de energia.