
CSAN3
COMPRACOSAN S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Cosan reportou no 2T26 avanço na agenda de desalavancagem da holding, com dívida líquida pro forma praticamente estável em R$12,2 bi, de R$12,3–14,4 bi nos critérios comparáveis anteriores, apesar de saída de caixa de R$708 mi com juros e G&A, quase compensada por R$654 mi em dividendos e juros sobre caixa; o G&A caiu 36% a/a para R$42 mi, ou R$168 mi anualizados. Entre as subsidiárias, a Moove foi o principal destaque, com volumes +6%, receita +24% e EBITDA de R$475 mi, com margem de 17%, acima do patamar histórico pré-incêndio de ~12%. Na prévia de caixa da holding, a companhia indicou guidance de DSCR de 0,8x–1,2x para 2026, versus ~0,2x antes, com expectativa de dividendos de R$1,3–1,8 bi no ano; como recebeu R$434 mi no 1S26, o ponto médio implica mais ~R$1,1 bi no 2S26, incluindo R$586 mi da venda de terras da Radar já anunciada. Com despesas financeiras líquidas anualizadas de ~R$1,6–1,9 bi, o carrego da holding se aproxima de 1x, mas ainda depende de monetizações adicionais. A venda de 41,2 mil hectares da Radar por R$1,85 bi, sendo R$586 mi para a Cosan, reforça a migração de construção para monetização de ativos; o preço implícito de ~R$45 mil/ha representa desconto efetivo de ~12% sobre o NAV estimado, mas troca um ativo com dividend yield histórico de ~3% por redução de dívida com custo ao redor de 16%, melhorando o fluxo de caixa anual em ~R$70 mi. A simplificação societária, o cancelamento do registro de ADSs e a nova estrutura executiva caminham na mesma direção. Em valuation, as análises apontam desconto de holding de 25–29%, SOTP implícito de R$4,4–4,6/ação e preço-alvo de R$8,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar novas vendas de ativos, sobretudo em Radar e eventual monetização de Rumo, além da trajetória do DSCR e da dívida líquida da holding.
