CSNA3
NEUTROCIA SIDERURGICA NACIONAL
Non-Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A CSN reportou 2T26 melhor do que o temido na operação, com EBITDA ajustado de R$2,8 bi, 7% acima da estimativa e levemente acima da prévia de R$2,7 bi, apoiado por melhora em aço, energia e logística, ainda que com ajuda de itens não recorrentes; no aço, o EBITDA foi de R$636 mi, com margem de 10,5%, enquanto cimento atingiu recorde de R$427 mi e logística somou R$548 mi. Na prévia, a expectativa já era de receita de R$10,8 bi, EBITDA de R$2,7 bi, alta de 2% t/t, prejuízo líquido de R$58 mi e alavancagem de ~3,5x, em um trimestre setorial mais fraco para commodities e mineração, mas com siderúrgicas mostrando resiliência por melhor preço e volumes. O ponto central segue no balanço: a dívida líquida chegou a R$42,1 bi, +3% t/t e +19% a/a, elevando a alavancagem para 3,49x, de 3,36x no 1T26. O FCFE foi negativo em R$714 mi e o fluxo recorrente pode ser ainda pior ao excluir R$1,2 bi em adiantamentos de minério de ferro, reforçando que a melhora operacional ainda não se traduz em desalavancagem consistente. No pano de fundo, o trimestre teve minério a US$105,2/t, frete Brasil-China a US$33,7/t, +36% t/t, dólar médio de R$5,05, -4% t/t, e bobina a quente no Brasil em alta de 4% t/t, fatores que ajudaram aço, mas pressionaram exportadoras e mineração. A tese segue dependente de melhor alocação de capital e da execução de vendas de ativos, especialmente cimento. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de dívida líquida, a conversão de EBITDA em caixa e o ritmo de desalavancagem nos próximos trimestres.
