
CURY3
COMPRACURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Cury reportou 2T26 em linha, com receita de R$1,7 bi (+26% a/a), EBITDA ajustado de R$382,9 mi (+21% a/a) e margem de 22,6%, além de lucro líquido de R$270,5 mi (+14%) e margem bruta de 39,8%; a geração de caixa foi de R$154 mi, mesmo após ~R$270 mi em dividendos, e a companhia encerrou o trimestre com caixa líquido de R$290 mi e ROE anualizado de 65,4%. Na prévia do 2T26, a expectativa era de receita de ~R$1,7 bi (+23% a/a), margem bruta ajustada de 39,6%, lucro de ~R$271 mi (+14%), ROE de ~66% e geração de caixa de ~R$145 mi, reforçando a leitura de resiliência no baixa renda. No 3T26, os dados operacionais seguiram sólidos: vendas líquidas de R$2,04 bi (+11% a/a), vendas brutas de R$2,4 bi (+17%), lançamentos de R$2,1 bi (+7%) em oito projetos, com ~43% vendidos no trimestre, velocidade de vendas de 40% e estoque de R$3,1 bi, equivalente a cerca de cinco meses de vendas; os cancelamentos subiram para R$358 mi (+59%) e a cessão de recebíveis caiu para R$1,3 bi (-13%), refletindo restrições e greve da Caixa. Ainda assim, o fluxo de caixa do 3T26 atingiu R$254 mi, acima da estimativa de R$200 mi, implicando yield anualizado de ~10%. Em capital, a companhia anunciou R$190 mi adicionais em dividendos no 2T26; no acumulado de 2026, os proventos somavam R$490 mi, ou ~5% de yield. No valuation, o papel negociava a ~6,2x–6,5x P/L 2027, com dividend yield de ~10% e preço-alvo entre R$42 e R$44. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do crédito e dos repasses da Caixa, principal variável para vendas, cancelamentos e conversão de caixa no segmento MCMV.
