
CVCB3
NEUTROCVC BRASIL OPERADORA E AGÊNCIA DE VIAGENS S.A.
Consumer ServicesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A CVC reportou 2T26 fraco, em linha com o esperado, com reservas consumidas consolidadas de R$3,9 bi, alta de 2,3% a/a, ou 6,5% em base comparável, sustentadas pelo Brasil, onde as reservas avançaram 7,2% para R$3,1 bi, com B2B em alta de 7,5% e B2C de 6,8%; na Argentina, as reservas caíram 13,2% para R$793 mi. A prévia setorial para o 3T26 segue apontando ambiente desafiador para o consumo doméstico, com juros altos, renda pressionada, crédito cauteloso e competição elevada, sem sinais claros de melhora operacional no varejo. No 2T26, a receita líquida consolidada da CVC caiu 6,5% a/a, para R$320 mi, 2% abaixo da estimativa, pressionada por menor take rate: no Brasil, a receita recuou 4,2% para R$270 mi, com queda de 100 bps no take rate, sendo -200 bps no B2C e -30 bps no B2B; na Argentina, a receita caiu 17,6% para R$50 mi. O EBITDA contábil foi de R$61 mi, 30% abaixo do 2T25 e abaixo da estimativa de R$72 mi, com margem de 19%, queda de 640 bps; excluindo R$24 mi em itens não recorrentes, o EBITDA ajustado ficou em R$85 mi, queda de 8%, com margem de 26,6%, praticamente estável. O prejuízo líquido foi de R$73 mi, ante prejuízo de R$46 mi um ano antes, enquanto o fluxo de caixa operacional permaneceu positivo em R$60 mi e o fluxo de caixa livre em R$30 mi. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$215 mi, com alavancagem de 0,5x, abaixo de 0,9x no 2T25. A reestruturação começa a aparecer nos custos, com potencial de redução superior a R$80 mi em 2026 antes de desligamentos, mas a pressão sobre receita líquida, take rates e despesas financeiras ainda limita a recuperação. Para investidores, recomenda-se acompanhar a captura das economias no 3T26, a evolução dos take rates e a sensibilidade da demanda a um ambiente macro ainda restritivo.
