
DXCO3
COMPRADexco
Papel & CelulosePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Dexco apresentou um trimestre operacionalmente mais sólido, com EBITDA de R$478 milhões (+38% a/a; +15% t/t) e geração de FCF positiva de ~R$227–235 milhões, resultando em desalavancagem para cerca de 3,0x dívida líquida/EBITDA e dívida líquida em torno de R$5,3 bilhões; a ação negocia em cerca de 5,3x EV/EBITDA 2026E, refletindo um valuation que incorpora riscos. A divisão madeira segue como pilar, com EBITDA recorrente (R$~442 milhões) impulsionado por mix e preços; a LD/DWP mostrou desempenho misto (EBITDA ~R$170–180 milhões) afetada por preços de celulose e câmbio. Deca surpreendeu positivamente no trimestre (EBITDA ~R$40 milhões; margens recompondo para ~9%), embora haja dúvida sobre a sustentabilidade dessa melhora. Cerâmicas ainda registra EBITDA negativo, mas com sinais iniciais de turnaround. A venda de ativos florestais e menor capex (ciclo 2021–25 concluído) têm sustentado geração de caixa e redução gradual da alavancagem. No âmbito setorial, o 1T é sazonalmente fraco em volumes, com pressão por paradas e BRL mais forte que pode mitigar ganhos de preços de celulose, enquanto metais e aço apresentam cenários mais favoráveis. Riscos incluem volatilidade de preços de commodities, câmbio, custo inflacionado e a execução do turnaround em Deca e Cerâmicas. Investidores devem acompanhar de perto a continuidade da desalavancagem, resultados operacionais das unidades em reestruturação, efeitos de monetização de ativos e sensibilidade a preços de celulose e ao câmbio para avaliar a consolidação da recuperação.
