EGIE3
NEUTROENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Engie Brasil reportou 2T26 forte, com EBITDA de R$2,179 bi e lucro líquido de R$1,962 bi, mas com efeito relevante de itens não recorrentes: acordo da UBP adicionando R$1,92 bi abaixo do operacional, ganhos IFRS de R$240 mi em transmissão e geração e créditos de PIS/Cofins de R$125 mi no EBITDA e R$93 mi no financeiro; excluindo esses efeitos, o EBITDA ajustado ficou em R$1,814 bi, praticamente em linha com a estimativa de R$1,835 bi. No operacional, transmissão e TAG vieram melhores, com EBITDA de R$234 mi e R$1,77 bi, enquanto geração recorrente ficou levemente abaixo do esperado, em R$1,5 bi vs. R$1,52 bi, pressionada por escassez hídrica que reduziu a produção em cerca de 100 MW médios a/a. A companhia também anunciou R$771 mi em dividendos, ou R$0,544 por ação. Em termos de tese, o nome segue apoiado em fluxo de caixa previsível, alavancagem considerada razoável e menor incerteza após a incorporação de Jirau. No setor, o pano de fundo continua defensivo, com utilities superando o Ibovespa em 90% dos períodos móveis de 3 anos e em 100% dos de 10 anos, embora juros reais elevados sigam pressionando o custo de capital. Em valor relativo, o BTG destacou EGIE3 comprada contra TAEE11, citando TIR real acima de 9% após a correção recente e o aumento de capital. Como risco operacional, as restrições de geração renovável seguem relevantes: em maio/26, a Engie teve curtailment de ~20% na eólica e ~27% na solar, enquanto as causas energéticas responderam por ~72% e ~90% dos cortes, respectivamente. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$33,0.
