EMBJ3
COMPRAEmbraer
AéreasPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Embraer (EMBJ3) chega a um momento operacional e comercial robusto dentro de um setor de transporte e bens de capital marcado por juros altos e volatilidade geopolítica. O backlog segue em níveis recordes, suportado por pedidos como o da Azorra (até 30 E195-E2, com parcela firme ~US$1,4bi, cerca de 9% do backlog comercial) e demandas por KC-390, enquanto entregas evidenciam melhora: 65 aeronaves no segundo trimestre (45 executivas; 20 comerciais) e 44 no primeiro trimestre, impulsionando receita trimestral de US$1,5bi (+31% a/a). Os resultados têm sido mistos: margem EBIT reportada foi pressionada (6,5% no 1T, margem ajustada menor), com geração de caixa ajustada negativa de US$447m no 1T e dívida líquida excl. Eve de US$530m, mas expectativa de recuperação sequencial de margens à medida que gargalos na cadeia se aliviam. Inovações de produto e pipeline também são catalisadores: lançamento do Phenom 300EV (alcance estendido, Emergency Autoland, conectividade LEO; entrada em serviço prevista para 2028) e progresso do eVTOL da Eve. Setor apresenta retomada de campanhas comerciais apesar do choque de preços de combustível, e gasto em defesa tende a sustentar demanda. Riscos principais incluem tensão geopolítica, volatilidade do combustível, pressão sobre margens e riscos de supply chain. Investidores devem monitorar fluxo de pedidos (especialmente desdobramentos no aerossalão), conversão do backlog em entregas e geração de caixa, evolução de margens por segmento, progresso de certificações (eVTOL/Phenom) e níveis de alavancagem; a companhia negocia múltiplos descontados (c.10–12x EV/EBITDA 2026), oferecendo contexto quantitativo para avaliação.
