EMBJ3
COMPRAEMBRAER S.A.
Electronic TechnologyPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Embraer reportou receita de US$2,2 bi, EBITDA ajustado de US$356 mi, ou US$296 mi ao excluir crédito tributário e tarifas, com margem de ~13%, além de lucro líquido ajustado de US$219 mi e FCF ajustado ex-Eve de US$401 mi; a dívida líquida ex-Eve caiu para US$124 mi, com alavancagem de ~0,2x. O guidance de 2026 foi elevado na margem EBIT para 10,0%–10,6%, de 8,7%–9,3%, e no fluxo de caixa para acima de US$400 mi, com entregas mantidas em 80–85 aeronaves comerciais e 160–170 executivas e receita entre US$8,2 bi e US$8,5 bi. Na prévia operacional do 3T26, a companhia entregou 66 aeronaves, acima de 62 no 3T25 e da estimativa de 64, com 22 comerciais, 41 executivas e 3 em Defesa; no acumulado de nove meses, foram 167 entregas, ou 67% do ponto médio do guidance anual, exigindo 73–88 aeronaves no 4T26 para cumprir a faixa. Entre os vetores operacionais, a aviação executiva segue como principal destaque, com backlog de US$7,8 bi no 2T26, book-to-bill de 3,1x nos últimos 12 meses, margem EBIT de 13,9% e preço médio implícito por aeronave de US$15,5 mi no 1S26, apoiado por reprecificação de ~32% desde 2019 e maior peso dos jatos Praetor. O backlog consolidado atingiu recorde de US$35 bi no 2T26, com Defesa em US$6,1 bi após o pedido de 10 KC-390 dos Emirados Árabes Unidos e aviação comercial em US$15,1 bi. No comercial, o Farnborough Airshow adicionou até 45 E195-E2 para o Grupo Abra, além de pedidos de Binter, Luxair e Fuji Dream, enquanto a Japan Airlines avaliava cerca de 20 jatos regionais, com inclinação ao E2. A tese segue apoiada em melhor execução, normalização gradual da cadeia de suprimentos, mix mais favorável e maior poder de precificação. Em valuation, os materiais citam ~12x EV/EBITDA 2026 e 10x EV/EBITDA 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão do backlog em margens e a cadência de entregas no 4T26.
