
ENEV3
COMPRAEneva
Serviços BásicosPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Eneva apresentou trimestre robusto, com EBITDA reportado de R$ 1,69 bilhão (ajustado para R$ 1,48 bilhão, 14% acima da projeção de R$ 1,3 bilhão), impulsionado por R$ 202 milhões em ganhos na comercialização de gás; lucro líquido foi de R$ 636 milhões (R$ 424 milhões ajustado). A Celse destacou-se com EBITDA ajustado de R$ 638 milhões (vs. R$ 420 milhões esperado) e as usinas a gás R2W mais Upstream geraram R$ 648 milhões em EBITDA, ligeiramente acima da estimativa, suportadas por níveis de despacho de 54% (Parnas) e 77% (Jaguatirica). GNL de pequena escala mostrou evolução positiva (EBITDA de R$ 83 milhões), enquanto a Futura e a área de comercialização tiveram resultado fraco (EBITDA de R$ 3 milhões). Despesas financeiras líquidas ficaram abaixo do estimado (R$ 432 milhões vs. R$ 614 milhões esperado), embora ajustadas por efeitos cambiais e mark-to-market atinjam R$ 540 milhões; custos de manutenção vieram maiores (R$ 100 milhões vs. R$ 79 milhões projetados). No contexto setorial, os relatórios do BTG indicam aumento das restrições de geração eólica (17,4%) e solar (27,9%), com impactos regionais relevantes e maior participação de restrições por razões energéticas e elétricas, o que tende a favorecer geração térmica/gnl em momentos de corte. Riscos chave incluem volatilidade na comercialização de gás, exposição a variações cambiais/mtm, custos de manutenção e fraco desempenho da comercialização. Recomenda-se acompanhar volumes e preços de gás e despacho das térmicas, evolução operacional da Futura, guidance de capex/manutenção e métricas setoriais do monitor (valuation, short interest) para calibrar exposição.
