ENGI11
COMPRAENERGISA S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Energisa reportou 2T26 abaixo do esperado, com EBITDA ajustado de R$1,95 bi, estável a/a e 6% abaixo da estimativa de R$2,08 bi; a pressão veio de distribuição, com EBITDA de R$1,7 bi, 4% abaixo do esperado, refletindo alta de 12% em PMSO, apesar de volume +4,5% a/a, perdas consolidadas de 12,28% abaixo do limite regulatório de 13,05% e melhora nos indicadores de qualidade. Nos demais negócios, (re)energisa, geração centralizada e serviços somaram EBITDA de R$40 mi, abaixo da estimativa de R$70 mi, transmissão entregou EBITDA regulatório de R$164 mi, também abaixo do esperado, e ES Gás ficou em linha. O trimestre ainda teve efeito não recorrente ligado ao acordo da ERO com o estado de Rondônia sobre a dívida da CAERD, com impacto positivo de R$489 mi no EBITDA e negativo de R$594 mi nas despesas financeiras. As despesas financeiras líquidas totalizaram R$1,8 bi, ou R$1,24 bi excluindo esse item, e o resultado foi prejuízo líquido de R$40 mi, com lucro líquido ajustado de R$88 mi, abaixo da estimativa de R$229 mi. Como âncoras do trimestre, a alavancagem caiu para 3,1x dívida líquida/EBITDA, ante 3,5x no 1T26, e a companhia anunciou R$251 mi em dividendos, equivalentes a R$0,50 por unit e yield de ~1%. A leitura para o ativo segue concentrada na recomposição de rentabilidade da distribuição e na disciplina de custos, após um trimestre em que crescimento de mercado e perdas sob controle não foram suficientes para compensar a pressão de PMSO. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução das despesas operacionais nas distribuidoras, sobretudo EMT e EMS, e a trajetória de desalavancagem após os efeitos não recorrentes do período.
