EQTL3
COMPRAEQUATORIAL S.A.
UtilitiesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Equatorial reportou EBITDA ajustado de R$2,7 bi, alta de 4,1% a/a e próximo da estimativa, com distribuição sustentando o resultado em R$2,6 bi e contribuição de R$230 mi da Sabesp, enquanto o lucro líquido ajustado caiu para R$110 mi, abaixo do esperado, pressionado por despesas financeiras de R$1,75 bi e fraqueza em Echoenergia e CSA; o EBITDA reportado somou R$3,2 bi e a receita líquida, R$13,7 bi. Na prévia operacional, o consumo consolidado cresceu 4,2% a/a, ou 5,0% desconsiderando o efeito contábil na Ceal, com avanço em Celpa, CEA, Celg, Cemar, CEEE e Cepisa; as perdas de energia recuaram para 17,9%, 100 bps abaixo do limite regulatório, e a inadimplência ficou em 1,26%, pior a/a, mas melhor t/t. Em renováveis, a Echoenergia seguiu pressionada, com geração de 1.014 GWh, queda de 14,6% a/a, curtailment de 10,0% em eólica e 38,7% em solar; em saneamento, a CSA ainda mostra execução desafiadora, com perdas de água de 67,3%. No campo regulatório, a companhia vê potencial de ~R$300 mi de EBITDA adicional com o componente Pd do fator X e de R$340–350 mi/ano com a atualização da base de inadimplência, além de defender o congelamento do WACC até a definição da nova metodologia. A tese segue ancorada na alocação de capital, com VPL histórico estimado em R$57 bi, retomada de disciplina após Echoenergia e foco em distribuição e saneamento, embora a alavancagem tenha subido com Sabesp e Copasa e a gestão de capital possa incluir emissão de preferenciais. Com P/L implícito não informado, o valuation aparece via preço-alvo de R$56. Para investidores, recomenda-se acompanhar a revisão regulatória de 2027, a captura dos gatilhos de EBITDA e a evolução operacional de Echoenergia e CSA.
