
EVEN3
NEUTROEVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Even reportou 2T26 fraco, com receita líquida de R$201,1 mi (-65% a/a), lucro bruto de R$59,9 mi (-56%) e EBITDA ajustado de R$45,1 mi (-31%), com margem de 22,4%; a margem bruta ficou em 29,8%, 41 bps abaixo do esperado. O lucro líquido reportado foi de R$30,7 mi (-37% a/a), mas foi inflado por ganho não recorrente de R$54 mi na venda de SPEs; sem esse efeito, haveria prejuízo de R$24 mi, abaixo da expectativa de lucro de R$11 mi, enquanto o ROE caiu para 6,4% de 10,3% um ano antes. Na prévia, o BTG esperava receita de R$224 mi (-61% a/a), margem bruta de 30,2%, lucro de R$11 mi, ROE de 2% e queima de caixa de ~R$70 mi. Os dados operacionais já sinalizavam fraqueza: vendas líquidas de R$156 mi (-65% a/a e -53% vs estimativa), com VSO de 5% ante 15% no 2T25, lançamentos de R$281 mi (-60% a/a) abaixo da projeção de R$410 mi e entregas de R$122 mi (-69%). No caixa, a companhia consumiu R$83 mi no trimestre, acima do esperado, pressionada por compra de terrenos e menor volume de entregas, e encerrou com dívida líquida de R$712 mi, ou 31% do patrimônio. O pano de fundo segue difícil para média/alta renda, com juros altos por mais tempo, demanda mais fraca por imóveis novos e estoques mais elevados em São Paulo, o que ajuda a explicar vendas lentas e ROE abaixo do custo de capital. Em valuation, a ação negociava entre 0,5x e 0,6x P/VPA tangível nos materiais. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização da velocidade de vendas após julho e a capacidade de converter lançamentos em caixa em um setor no qual média/alta renda teve queda de ~550 bps na velocidade de vendas no 2T26.
