
EZTC3
COMPRAEZ TEC EMPREEND. E PARTICIPACOES S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Eztec reportou 2T26 em linha na DRE, com receita líquida de R$376,7 mi, EBITDA ajustado de R$58,9 mi e margem de 15,6%, enquanto o lucro líquido ficou em R$110,4 mi e o ROE anualizado em 8,5%; o principal ponto fraco foi o fluxo de caixa de R$22 mi, abaixo da prévia de ~R$100 mi, embora a estrutura de capital tenha encerrado o trimestre próxima do equilíbrio, com caixa líquido de R$1 mi e R$756 mi em recebíveis a inflação +10% a/a. Na prévia operacional mais recente, o 3T26 trouxe lançamentos de R$727 mi, vendas brutas de R$573 mi, cancelamentos de R$50 mi e vendas líquidas de R$523 mi, estáveis a/a, com velocidade de vendas de 13% e destaque para estoques concluídos, que somaram R$142 mi, alta de 115% a/a; os lançamentos no acumulado de 2026 chegaram a R$2,4 bi. O principal catalisador segue sendo o Esther Towers: após negociações avançadas, a companhia anunciou a locação integral do ativo para o Itaú, em contrato inicial de 10 anos, com 91,4 mil m² de ABL, receita anual estimada de ~R$117 mi corrigida por IPCA e aluguel implícito de ~R$107/m²/mês; em cenário anterior, o mercado trabalhava com ~R$110–120/m² e NOI de ~R$130 mi. A monetização do projeto pode destravar valor por recorrência ou venda: a locação adicionaria cerca de 20% ao lucro estimado de 2027 e reduziria o P/L para ~5,0x, enquanto uma venda a cap rate de 8% implicaria valor de ~R$1,46–1,62 bi, caixa distribuível de R$685,6–838,3 mi e yield potencial de 19,3%–23,2%, com P/L 2027E entre 3,2x e 4,0x. Fora Esther, a ação negocia a ~5,2x P/L 2026E, 4,4x P/L 2027E e ~0,6x P/VPT, com preço-alvo de R$21. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão de estoques concluídos em caixa e a evolução da demanda em média/alta renda, segmento ainda pressionado por juros altos por mais tempo.
