
FRAS3
COMPRAFRASLE MOBILITY S.A.
Producer ManufacturingPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Frasle Mobility reportou 2T26 forte, com receita de R$1,4 bi, EBITDA de R$282 mi e margem EBITDA de 20,4%, alta de 18% a/a e acima da prévia de R$259 mi, enquanto o lucro líquido chegou a R$88 mi e a alavancagem caiu para ~1,3x dívida líquida/EBITDA. O trimestre foi sustentado pela normalização da Nakata após os ajustes de ERP e por melhor desempenho no aftermarket doméstico: a receita no Brasil somou R$684 mi, alta de ~9% a/a, com reposição avançando ~10%, enquanto a receita externa ficou em R$700 mi, queda de ~4% a/a, pressionada por aftermarket internacional mais fraco, apesar de montadoras no exterior crescerem ~24%. Em volumes, o consolidado subiu ~6% a/a, com destaque para Ride & Comfort (+13%) e Freios (+6%). Na prévia, a expectativa já era de um trimestre melhor, com receita de ~R$1,3 bi, EBITDA de R$259 mi e lucro líquido de R$79 mi, o que foi superado no print. No vetor estratégico, a Dacomsa segue como principal alavanca de crescimento internacional: a operação já representa cerca de 25% da receita do grupo, tem participação média de ~55% em suas principais categorias no México e deve expandir o centro de distribuição de 12,3 mil m² para ~25 mil m² até março de 2027, elevando a capacidade de 2,2 mi para 2,7 mi de peças por mês. As sinergias mapeadas já somam US$27 mi, acima dos US$15 mi inicialmente previstos, sendo US$12 mi em custos e ~US$15 mi em receitas, com apoio de cross-selling, novos produtos e expansão nos EUA via Project Eagle. As projeções do BTG apontam receita de R$5,4 bi em 2026 e R$5,8 bi em 2027, com EBITDA ajustado de R$996 mi e R$1,1 bi, reforçando expectativa de melhora operacional no 2S26 com EPA27, volumes mais fortes na América do Norte e captura de sinergias. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$29–30, com upside de ~25%–30%. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução da integração da Dacomsa, a evolução do aftermarket na América do Norte e os efeitos de câmbio, já que a companhia tem exposição relevante a receitas externas e pode sentir pressão relativa com um real mais forte.
