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COMPRAGerdau
Mineração & SiderurgiaPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Gerdau mostra desempenho resiliente dentro de um setor de commodities pressionado por sazonalidade e inflação de custos, destacando-se como a opção mais defensiva entre siderúrgicas. A companhia reportou EBITDA consolidado de R$2,95 bilhões no trimestre, com 75% vindo dos EUA (margem EBITDA de ~24%) enquanto o Brasil surpreendeu positivamente (margem 9,2%). A tese combina geração de caixa robusta (FCF praticamente neutro no trimestre e yield ajustado anualizado próximo a 8–9%), alavancagem contida (0,74x) e proteção cambial — cerca de 75% do EBITDA dolarizado — sustentando estimativas de EBITDA próximo de R$13 bilhões em 2026. A empresa negocia com desconto relevante: ~3,8x EV/EBITDA 2026 (3,6x 2027) versus pares americanos (6–8x), e preço-alvo analisado em R$28/ação, com projeções de yield de fluxo de caixa de ~11% em 2027 e dividend yield de 6–7%. Recentes anúncios incluem pagamento de dividendo modesto, recompra com ~21% já executado, capex relevante no trimestre (~R$1,2 bi) e avanço do projeto Miguel Burnier (contribuição esperada ~R$200 mi para EBITDA neste ano, ~R$1 bi quando maduro). No setor, expectativas apontam para resultados fracos em commodities por volumes e câmbio, mas siderúrgicas devem se destacar com melhora sequencial de preços (ex.: alta de preços no México e Brasil) apesar de pressões de frete e diesel. Riscos chave são a revisão do USMCA, volatilidade cambial, competição de importados no Brasil e inflação de frete; recomenda-se acompanhar evolução do USMCA, execução de recompras/dividendos, sensibilidade cambial e indicadores de preço e backlog nos EUA para reavaliar o potencial de compressão do desconto de valuation.
