
GMAT3
COMPRAGrupo Mateus
Varejo & ConsumoPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Grupo Mateus segue enfrentando um trimestre operacional desafiador em um setor de varejo marcado por consumo fraco e compressão de múltiplos. A receita líquida consolidada do 1T ficou em R$9,4 bilhões (crescimento impulsionado pela incorporação do Novo Atacarejo), com SSS consolidado em queda de 7,3% a/a, enquanto a empresa optou por priorizar rentabilidade sobre volume — especialmente no canal “Balcão” — o que ajudou a elevar a margem bruta para 22,9% (+70bps) mas pressionou vendas. O EBITDA pós-IFRS16 foi de R$543 milhões (margem 5,8%) e o EBITDA pré-IFRS16 recuou para R$400 milhões (4,3%), refletindo maior SG&A por conta da integração do Novo, expansão de lojas (228 unidades) e investimentos em B2B e novas frentes (Spazio, Mateus Food). O atacado/B2B segue como destaque operacional, com força na expansão da equipe comercial (+44% para 6.871 representantes). A geração de caixa e desalavancagem mostram progresso: geração de caixa trimestral positiva, ciclo de conversão reduzido para 40 dias, dívida líquida em R$736 milhões e índice dívida líquida/EBITDA em 0,33x. No entanto, o Novo registra baixa lucratividade (EBITDA ~2,2% e prejuízo contábil), e a alavancagem operacional ainda pressiona resultados. Setorialmente, a deflação de alimentos, juros elevados, endividamento das famílias e maior prêmio de risco (múltiplos do setor em ~8,7x P/L e prêmio implícito próximo a 4%) mantêm a visibilidade limitada. Riscos chave incluem integração do Novo, intensidade promocional, e sensibilidade à trajetória de juros e políticas (FGTS/IR). Recomenda-se acompanhar de perto evolução do SSS, margens do Novo, desalavancagem contínua e impactos de medidas macro que possam acelerar desalavancagem das famílias e recuperação do consumo.
