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Sacre Investimentos
GM

GMAT3

COMPRA

GMAT3

Setor Geral

Preço Atual

R$ 4,78

Preço Alvo

R$ 9,00

Potencial

88.28%
Última análise: 25/08/2026
Performance
Resumo Executivo

No 2T26, o Grupo Mateus entregou receita líquida de R$9,85 bi, alta de 12,2% a/a e em linha com as estimativas, puxada por Novo Atacarejo, 25 aberturas em 12 meses e avanço de B2B e Eletro, mas com piora operacional: SSS consolidado de -8,0% a/a, ante -7,3% no 1T26, e queda de 13,6% em PE/PB/AL. Ainda assim, a rentabilidade melhorou sequencialmente, com lucro bruto de R$2,31 bi, margem bruta de 23,5% e EBITDA pré-IFRS16 de R$524 mi, queda de 21,1% a/a, mas margem de 5,3%, acima do 1T26; no pós-IFRS16, o EBITDA foi de R$682 mi, com margem de 6,9%. Na prévia do trimestre, o BTG já esperava receita em alta de ~13%, SSS de ~-7% e margem EBITDA pré-IFRS16 de 5,3%, refletindo pressão operacional no varejo alimentar. O lucro líquido ficou em R$237 mi, queda de 39,3% a/a, acima da estimativa, enquanto o resultado financeiro líquido foi negativo em R$247 mi. No balanço, a dívida líquida subiu para R$1,09 bi, de R$736 mi em março, com alavancagem ainda confortável de 0,51x EBITDA pré-IFRS16, ciclo de conversão de caixa de 42 dias e capex de R$162 mi, queda de 36,5% a/a. Fora do operacional, a nova autuação fiscal contra a Armazém Mateus soma R$1,28 bi, sendo R$493 mi de principal e R$789 mi de multas e juros, após outra autuação de ~R$1,06 bi em 2024; a companhia classifica ambas como perda possível, sem provisão. O pano de fundo setorial segue difícil: no varejo alimentar, as vendas em mesmas lojas cresceram 2,6% em junho, mas com unidades -1,6%, e o consumo continua pressionado por juros altos, endividamento das famílias de 49,8% da renda disponível e demanda mais fraca no Nordeste. Em valuation, o papel negocia a 5,2x P/L 2026E e 4,1x 2027E. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do SSS, a recuperação de margens do Novo Atacarejo e os desdobramentos das contingências fiscais.