
HAPV3
NEUTROHapvida
SaúdePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Hapvida mostrou sinais de recuperação operacional após um quarto muito fraco, mas permanece uma tese de reestruturação com riscos relevantes. No trimestre mais recente a receita líquida ficou em R$7,89 bilhões e o EBITDA ajustado atingiu R$791 milhões (queda de 21% a/a), com margem EBITDA ajustada em 10% (+300bps t/t, porém -340bps vs ano anterior). A sinistralidade caixa recuou para 72,2% (melhora sequencial desde 75,5%), mas a perda de beneficiários segue material: -44,5 mil vidas t/t após queda histórica de 140 mil no período anterior. Geração de caixa operacional pós-capex foi positiva em R$287 milhões, capex em R$191 milhões e atividades de M&A consumiram R$179 milhões; dívida líquida está em R$5,2 bilhões (alavancagem ~1,4x LTM) e liquidez operacional relevante (~R$6–8,7 bilhões dependendo do critério). Provisões judiciais e depósitos seguem elevados, pressionando resultados. No âmbito setorial, a pesquisa com investidores aponta fortalecimento do posicionamento em saúde (63% long), com preferência por Rede D’Or e OdontoPrev; estimativas implicam cerca de 15,5x P/L para Rede D’Or em 2026, enquanto o mercado negocia perto de 17x versus média histórica de 18–19x. Reajustes ANS seguem em dois dígitos (média ~10,8%), com Hapvida aplicando ~18% em contratos coletivos, beneficiando receita mas elevando risco de churn. As principais lições são divergência de performance entre players, importância da disciplina de capital e urgência em reduzir judicialização e recuperar base de clientes. Investidores devem acompanhar execução da nova governança, evolução da sinistralidade e desalavancagem, além da agenda de desinvestimentos como potencial mitigador de risco e catalisador de liquidez.
