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Sacre Investimentos
HAPV3

HAPV3

NEUTRO

HAPVIDA PARTICIPACOES E INVESTIMENTOS SA

Health Services

Preço Atual

R$ 6,49

Preço Alvo

R$ 8,00

Potencial

23.27%
Última análise: 19/08/2026
Performance
Resumo Executivo

A Hapvida reportou um 2T26 fraco, com receita líquida de R$8,0 bi (+4% a/a) e EBITDA ajustado de R$504 mi, queda de 44% a/a e ~30% abaixo da estimativa, no pior nível em cinco anos; o prejuízo líquido foi de R$217 mi e o lucro ajustado, de R$12,5 mi. A sinistralidade caixa subiu para 75,2% (+130 bps a/a e +300 bps t/t), a base de saúde caiu 16 mil vidas no trimestre e o ticket médio avançou 5,7% a/a, para R$306/mês. Entre os principais vetores de pressão seguem alta utilização, judicialização, contratos com rentabilidade inadequada, despesas corporativas e comerciais elevadas e custos médicos ainda pressionados. Na carteira, 947 mil vidas, ou 11% da base de saúde, estão sob revisão comercial; a leitura é que parte relevante deve ser reprecificada ou descontinuada, com risco de menor diluição de custos fixos e migração para rede terceirizada. No balanço, a dívida líquida chegou a R$5,4 bi, com alavancagem de 1,61x EBITDA em 12 meses e ~2,5x em termos econômicos incluindo arrendamentos; o caixa era de R$8,0 bi, ou R$5,3 bi excluindo caixa restrito, frente a amortizações de R$2,2 bi nos próximos dois anos. A judicialização virou ponto central: novos bloqueios cíveis somaram R$350 mi no 2T, depósitos judiciais cíveis subiram para R$1,25 bi e a cobertura entre provisões cíveis e depósitos caiu para 91%, pior nível em dois anos. As estimativas de EBITDA foram cortadas em 25% para 2026 e 30% para 2027. No setor, a ANS mostrou sinistralidade de 77,5% no 1T26 e reajuste de 5,11% para planos individuais em 2026, abaixo do esperado; como a Hapvida tem ~18% da base exposta a esse segmento, o teto menor pode atrasar a recomposição de margens. Para investidores, recomenda-se acompanhar judicialização, revisão da carteira e consumo de caixa.