
IGTI11
COMPRAIguatemi
Construção Civil & PropriedadesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
Iguatemi apresentou resultados consistentes e sem surpresas, com receita de R$370m no trimestre mais recente (+12% a/a) e R$423m no trimestre anterior (+12% a/a), EBITDA ajustado de R$268m (+12% a/a) e R$313m (estável a/a) e FFO de R$138m (+2% a/a) e R$191m (ligeiramente abaixo do esperado), refletindo métricas operacionais saudáveis: SSS em torno de 5–6% a/a, aluguéis mesmas lojas +6% (crescimento real ~3–4%), vacância baixa (2,7% a 3,3%, ajustada para ~1,8% com contratos assinados), custo de ocupação confortável (10–12% das vendas) e inadimplência muito baixa (-3,5% a 0,7% conforme periodização/recuperações). A geração de caixa está pressionada por maiores despesas financeiras e alavancagem, com P/FFO 2026E negociado em cerca de 11,5–12x nas análises apresentadas. No contexto setorial, os shoppings brasileiros mantêm desempenho operacional sólido (SSS médio ~5%), receita e EBITDA crescentes ~5–6% a/a, mas FFO sob pressão consolidada (-8% a -10%) devido a custos de capital mais altos; logística segue em forte momento e escritórios melhoram gradualmente. Investidores mostram exposição ainda acima da média ao imobiliário, mas há realização de lucros e sentimento contraditório: Allos é preferência setorial (9,5–10x P/FFO), enquanto Iguatemi aparece em listas de posições “short” de parte dos entrevistados. Riscos principais incluem custo de dívida elevado, maior alavancagem e desaceleração do ritmo de vendas; pressões macro (IGP negativo) podem limitar crescimento de receita real. Recomendação prática: acompanhar evolução do FFO versus despesas financeiras, pipeline de contratos assinados e dinâmica de vacância, além de comparar valuation relativo entre shoppings brasileiros e pares internacionais.
