INBR32
COMPRAINBR32
Setor GeralPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O 2T26 do Inter veio melhor do que o mercado temia, com lucro líquido de R$421 mi, +7% t/t e +34% a/a, ROE de 16,3%, receita total de R$2,73 bi (+30% a/a) e NII de R$2,04 bi, +9% t/t e +39% a/a, ajudado por reprecificação da carteira, expansão do consignado privado, cartões e efeito não recorrente do hedge de IPCA; o índice de eficiência melhorou para 42,1%. Na carteira, o crédito ex-antecipação de recebíveis cresceu para R$51,9 bi, +4% t/t e +29% a/a, com destaque para imobiliário, cartões, PMEs e consignado privado, que atingiu R$2,8 bi, enquanto depósitos somaram R$56,7 bi e o funding total chegou a R$77,2 bi. O contraponto segue na qualidade dos ativos: inadimplência inicial de 4,8%, NPL 90+ de 5,3%, provisões de R$860 mi, custo de risco de 5,9% e cobertura de 134%, com mais de 80% da piora anual ligada ao consignado privado. Ainda assim, o capital avançou, com Tier 1 de 12,7% e Basileia de 14,4%, reforçando a leitura de neutralidade de capital. Em reunião com a administração, a mensagem foi de continuidade do crédito como principal motor de crescimento, apoiado por maior geração de capital, underwriting mais maduro e balanço relativamente defensivo, com 65–70% da carteira respaldada por garantias reais; a meta é levar a eficiência para perto de 40% até o fim do ano. As estimativas para 2026 seguem em R$1,7 bi de lucro recorrente e ROE de 15,9%, subindo para R$2,1 bi e 17,2% em 2027. No valuation, o papel negocia a 7,5x P/L 2026 e abaixo de 6x P/L 2027, além de ~1,1–1,15x P/VPA, com preço-alvo entre R$46–51. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução no consignado privado e a trajetória de inadimplência, hoje o principal ponto de atenção da tese.
