
INTB3
COMPRAIntelbras
Telecom & TecnologiaPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Intelbras segue mostrando melhoria operacional mesmo em cenário de receita fraca: a receita consolidada foi de R$1,1 bilhão (-5% t/t; 1% abaixo das estimativas), enquanto EBITDA de R$156,3 milhões superou projeções em 5%, com margem EBITDA de 14,1% (+20bps t/t) e lucro líquido de R$153,1 milhões (+11% t/t), refletindo margem líquida de 13,8%. A geração de caixa foi robusta (R$172 milhões) apoiada na normalização do capital de giro e redução de estoques de R$163 milhões. A execução da estratégia orientada a ROIC é visível: ROIC antes de impostos LTM em 17,7% e foco em mix de maior margem (cabeamento estruturado, nobreaks, carregadores EV), com TI/Comunicação e Energia apresentando dinâmicas mais normalizadas e Segurança mantendo liderança de receita (R$690,5 milhões) mas sujeita a pressão de custos por alta em chips. A administração sinalizou que parte do ganho de margem no trimestre veio de despesas atipicamente baixas, o que pode se normalizar adiante. Riscos relevantes incluem continuidade da fraqueza de receita, variação de preços de componentes e possível repasse parcial a clientes, além do risco de reversão de economias de custo. Com P/L de aproximadamente 7x e potencial geração de caixa acima de R$600 milhões em 2026 (yield implícito ~14%), investidores de longo prazo devem acompanhar a sustentabilidade das margens, evolução do mix de produtos, execução de capital allocation e sinais de recuperação de receita antes de reavaliar exposição.
