ITUB4
COMPRAItaú Unibanco
FinanceiroPreço Atual
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Potencial
O Itaú Unibanco mostra consistência operacional e balanço muito sólido, refletida em lucros trimestrais recorrentes de cerca de R$12,3 bilhões, ROE na faixa de 24–26% e CET1 em torno de 12–12,3%. O banco reportou crescimento da carteira de crédito na casa dos 7–9% a/a, suportado por linhas colateralizadas (consignado e imobiliário) e maior colateralização em PMEs, ao mesmo tempo em que mantém NPLs iniciais baixos (~1,6–1,7%) e inadimplência >90 dias em ~1,9%, com cobertura de crédito em torno de 53–55% e provisões brutas próximas de R$10 bilhões. A antecipação de dividendos por motivos fiscais impactou sazonalmente lucros e margens, enquanto ganhos de tesouraria mostraram volatilidade entre trimestres. A gestão entregou guidance de lucro líquido próximo de R$51 bilhões para o ano, com expectativa de crescimento seletivo da carteira e disciplina de custos (opex controlado e agenda de eficiência). No setor, incumbentes reforçam 2026 como ano de execução: foco em disciplina de capital, controle de custos e transformação tecnológica. O Itaú destaca IA como habilitador estrutural, Itaúsa apresenta dívida líquida próxima de zero e geração não financeira relevante (~R$1 bi em dividendos), e há potencial de desalavancagem fiscal futuro que liberaria R$600–650 milhões/ano. Riscos centrais são cenário macro cauteloso, pressão de margens de market finance e incerteza política, além do impacto da tributação sobre dividendos. Recomendação prática aos investidores: acompanhar evolução do guidance ajustado por efeitos contábeis, indicadores de qualidade de crédito, trajetória do CET1 e execução das iniciativas digitais/eficiência, bem como sinais de normalização dos ganhos de tesouraria.
