JBSS32
N/AJBSS32
Setor GeralPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A JBS reportou no 2T26 receita líquida de US$23,9 bi, +13,7% a/a, e EBITDA ajustado de US$1,429 bi sob IFRS, +3,9% vs BTG, com margem de 6,0%; sob US GAAP, o EBITDA foi de US$1,257 bi, +10,3% vs estimativas, com margem de 5,3%. O operacional veio melhor que o esperado em quase todas as divisões, com destaque para JBS USA Beef, que teve vendas recordes de US$7,77 bi e margem IFRS de -1,0%, melhor que a projeção de -1,6%, além de JBS Brasil com receita recorde para um 2T de US$4,585 bi e EBITDA de US$269 mi, e Seara com receita de US$2,56 bi e margem EBITDA de 14,9%. Ainda assim, o resultado financeiro negativo de US$819 mi levou a prejuízo líquido de US$102 mi. No front corporativo, a companhia apresentou proposta para adquirir os ~18% da Pilgrim’s Pride que ainda não detém por meio de troca de ações, oferecendo 2,086 ações Classe A da JBS por ação da PPC; pelo fechamento de 18 de agosto, isso implicava US$28,49 por ação, avaliando a fatia minoritária em ~US$1,2 bi. A operação exigiria emissão de ~89 mi de novas ações, elevando a base em ~8%, com impacto estimado de apenas +0,3% no LPA, de R$6,34 para R$6,36. Em valuation, a JBS negocia a 11,6x lucro de 2027, versus 11,2x da PPC, sugerindo criação de valor limitada apenas pelo diferencial de múltiplos. Estrategicamente, a proposta reforça o uso da ação listada nos EUA e denominada em dólar para consolidação societária e M&A, preservando o controle via estrutura dual-class. Para investidores, recomenda-se acompanhar a aprovação da relação de troca de 2,086x pelo comitê independente e minoritários da PPC, além da evolução dos ciclos de bovinos e frangos nos EUA.
