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Sacre Investimentos
KLBN11

KLBN11

NEUTRO

KLABIN S.A.

Non-Energy Minerals

Preço Atual

R$ 18,18

Preço Alvo

R$ 23,00

Potencial

27.35%
Última análise: 23/09/2026
Performance
Resumo Executivo

No 2T26, a Klabin entregou EBITDA ajustado de ~R$2,0 bi, em linha com a estimativa e acima do consenso, com custos de R$3.204/t dentro do guidance de R$3.200–3.300/t e alguma melhora de sentimento em papel cartão revestido e embalagens; mesmo sem o ganho de R$64 mi com venda de terras, o resultado ainda teria ficado ligeiramente acima do esperado. Na prévia, o trimestre já apontava EBITDA de ~R$2,0 bi, alta de ~20% t/t, em um contexto setorial de preços de celulose BHK na China em ~US$604/t, +4% t/t, mas com pressão de câmbio e custos. Os volumes totais, excluindo madeira, somaram 1.018 kt, com celulose em 386 kt, papel em 359 kt e embalagens em 273 kt, enquanto a receita líquida de celulose ficou em US$742/t. A geração de caixa seguiu fraca: o FCFE foi de R$41 mi, equivalente a yield anualizado de ~1%, pressionado por capital de giro, dividendos de SPVs/SPCs e juros, e a alavancagem recuou apenas 0,1x, para 3,2x dívida líquida/EBITDA em dólar; para 2026, a administração indica geração de caixa neutra, em linha com projeção de yield de 0% e alavancagem estável em 3,2x. Para 2027, o principal vetor de melhora seria capex de R$2,8 bi, R$500 mi abaixo de 2026, após Monte Alegre. Em celulose, a leitura segue mista: fibra curta ainda é o elo mais fraco, embora os preços possam ter encontrado piso em US$550–560/t e haja espaço tático para realizados próximos de US$600/t, enquanto fluff, kraftliner, coated board e embalagens mostram melhora gradual. A ação negocia a 6,8x EV/EBITDA 2026E, com FCF yield de ~7% no setor, mas a tese ainda depende mais de desalavancagem e melhor conversão de caixa do que de recuperação operacional. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória da fibra curta, a execução do capex e o ritmo de redução da alavancagem.