
KLBN11
NEUTROKLABIN S.A.
Non-Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Klabin entregou um 2T26 resiliente, com EBITDA ajustado de ~R$2,0 bi, em linha com o BTG e levemente acima do consenso, mesmo desconsiderando ganho de R$64 mi com venda de terras; os custos ficaram controlados em R$3.204/t, dentro do guidance de R$3.200–3.300/t, reforçando a resiliência operacional em um ambiente ainda desafiador. Na prévia operacional, as vendas totais ex-madeira somaram 1.018 mil t, com 386 mil t de celulose, 359 mil t de papel e 273 mil t de embalagens; em papel, o avanço de 4% a/a refletiu o ramp-up das PM27 e PM28, enquanto a receita líquida de celulose ficou em US$742/t, 5% acima do ano anterior e 3% acima da estimativa. Entre os mercados atendidos, o tom segue mais construtivo em kraftliner, papel cartão revestido, fluff e embalagens, enquanto a celulose de fibra curta ainda é o elo mais fraco. O principal ponto de atenção continua sendo a geração de caixa: o FCFE foi de R$41 mi, equivalente a yield anualizado de ~1%, pressionado por consumo de capital de giro de R$358 mi, dividendos de SPVs e SPCs de R$142 mi e juros de R$641 mi. A alavancagem caiu só 0,1x no tri, para 3,2x dívida líquida/EBITDA em dólar, e a administração segue indicando geração de caixa neutra em 2026, em linha com a visão de FCFE de ~0% no ano e desalavancagem limitada no curto prazo. Para 2027, a principal melhora viria de capex menor, em ~R$2,8 bi, cerca de R$500 mi abaixo de 2026, com a conclusão de Monte Alegre. No valuation, a ação negocia a 6,8x EV/EBITDA 2026E, com preço-alvo de R$23. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da alavancagem e do caixa, além do risco climático ligado ao El Niño no Paraná.
