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Sacre Investimentos
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COMPRA

LOJAS QUERO-QUERO S/A

Retail Trade

Preço Atual

R$ 2,50

Preço Alvo

R$ 3,50

Potencial

38.34%
Última análise: 09/10/2026
Performance
Resumo Executivo

A Lojas Quero-Quero apresentou no 2T26 receita líquida de R$726 mi, alta de 9% a/a, com receita bruta consolidada de R$835 mi (+10%) e varejo em R$562 mi (+8%), apoiado por SSS de 6,7%, sinalizando recuperação gradual da demanda após um período mais fraco. Em serviços financeiros, a receita bruta avançou 14%, para R$245 mi, e a de cartão de crédito subiu 11%, para R$28 mi, mas a rentabilidade seguiu pressionada: o lucro bruto ficou estável em R$216 mi, a margem bruta consolidada caiu 240 bps, para 26%, a margem de serviços financeiros recuou 710 bps, para 34%, e a margem bruta de varejo cedeu 50 bps, para 22%. As despesas operacionais somaram R$219 mi, queda de 1% a/a, enquanto o EBITDA ajustado pós-IFRS 16 foi de R$34 mi, alta de 1% a/a, e o EBITDA ajustado ex-IFRS 16 ficou em R$2 mi. A carteira de crédito que rende juros atingiu R$1,05 bi, alta de 15% a/a, com inadimplência acima de 90 dias em 12,5%, alta de 80 bps a/a e 70 bps t/t, refletindo um ambiente ainda desafiador e a decisão de manter originação mais restritiva em produtos de maior risco. O resultado financeiro líquido foi de -R$43 mi, melhor que o esperado, mas a piora na linha de impostos levou o prejuízo líquido a R$51 mi. A dívida líquida ajustada encerrou o trimestre em R$399 mi, praticamente estável, com alavancagem de 2,9x EBITDA dos últimos 12 meses. No pano de fundo, o setor segue pressionado por juros elevados, crédito cauteloso, endividamento das famílias perto de 49,8% da renda disponível e competição crescente, especialmente em categorias dependentes de financiamento. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão da melhora de vendas em rentabilidade, sobretudo na divisão financeira, mais sensível a custo de captação, inadimplência e eventual alívio de juros.