MBRF3
NEUTROBRF S.A.
Consumer Non-DurablesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Marfrig reportou 2T26 amplamente em linha no consolidado, com receita líquida de R$40,7 bi (+5,2% a/a), EBITDA ajustado de R$3,2 bi (+5,4% a/a e 2,5% acima da estimativa) e margem de 7,9%, enquanto o lucro líquido ficou em R$68 mi, ajudado por reversão tributária de R$423 mi; o principal ponto de atenção seguiu sendo o consumo de caixa, com dívida líquida de R$51,7 bi e alavancagem de 3,9x. Na prévia do trimestre, a expectativa era de receita próxima de R$40 bi, EBITDA de R$3,1 bi e margem de 7,8%, refletindo estabilidade operacional em um ambiente mais difícil para proteínas, com deterioração sincronizada dos ciclos de bovinos no Brasil e nos EUA e perda de rentabilidade também em frango. Nos KPIs operacionais, a BRF entregou receita de R$16 bi, EBITDA de R$2,55 bi e margem de 16%, sustentada por eficiência em despesas e por outras receitas operacionais, apesar de compressão de 300 bps na margem bruta, para 23,6%; a Sadia Halal voltou a se destacar, com EBITDA de US$95 mi e margem de 16%. Na Marfrig, a National Beef ficou próxima do breakeven, com EBITDA de US$26 mi e margem de 0,7%, enquanto a operação de bovinos na América do Sul registrou EBITDA de R$570 mi, 16% abaixo da estimativa, e margem de 8,9%, pressionada por custos maiores do gado após forte antecipação de vendas para a China. A tese segue condicionada à desalavancagem e ao comportamento das margens no 2S26, já que a combinação de resultado financeiro negativo de R$1,8 bi e menor suporte operacional pode limitar a conversão em lucro. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$26,00, para preço de referência de R$16,40. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do ciclo pecuário nos EUA e no Brasil, que segue como principal vetor para margens e geração de caixa.
