
MGLU3
COMPRAMAGAZINE LUIZA S.A.
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Magazine Luiza reportou 2T26 fraco, com GMV consolidado de R$14,5 bi, queda de 5% a/a, receita líquida de R$9 bi, -3%, e EBITDA ajustado de R$709 mi, -2,5%, com margem estável em 8%; a pressão veio do online, com GMV do marketplace -12,6% e vendas 1P -11,5%, enquanto as lojas físicas seguiram resilientes, com SSS de 9,7%, ajudadas por TVs ligadas à Copa. A margem bruta subiu 10 bps, para 30,6%, mas despesas financeiras líquidas avançaram 15,5%, para R$572 mi, levando o lucro líquido ajustado a -R$50 mi. Na prévia, o BTG já esperava queda de ~10% no GMV online, recuo de ~5% no GMV consolidado, SSS de ~9% e vendas líquidas ~1,5% menores, com leve expansão de margem EBITDA, em um trimestre difícil para o varejo. Em crédito, a Luizacred mostrou melhora de qualidade e rentabilidade: TPV de R$24,7 bi (+0,6%), faturamento de cartão de R$15 bi (+1%), carteira de R$20,2 bi (+1,8%), receitas de serviços financeiros de R$667 mi (+1%), lucro líquido de R$135 mi (+33%), inadimplência acima de 90 dias em 7,3%, 15–90 dias em 2,5%, PDD de R$2,25 bi e cobertura de 153%. A geração de caixa operacional foi positiva em R$259 mi, apoiada por redução de R$560 mi em estoques; após capex de R$155 mi (-25%), o caixa livre ficou em R$104 mi. A tese segue centrada em disciplina de rentabilidade, preservação de margem e caixa em um ambiente de demanda fraca, juros altos e competição intensa no e-commerce, com Shopee, TikTok Shop e Mercado Livre elevando monetização e mantendo tráfego forte. Com gate de valuation nas analyses, a ação negocia em um setor a ~9x P/L projetado, abaixo da mediana histórica de 14,7x, e o BTG manteve preço-alvo de R$12.
