
MOVI3
COMPRAMOVIDA
Aluguel de Carros & LogísticaPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Movida registrou resultados operacionais sólidos, com receita em torno de R$3,7–3,8 bilhões e EBITDA próximo de R$1,5–1,6 bilhão, lucro líquido crescendo para R$100–125 milhões e ROIC na faixa de 16–17% (spread de ROIC ~5,3–5,8 p.p.), apoiada por forte desempenho do RAC (receita ~R$1,0–1,1 bilhão, margem EBITDA ~65%, ocupação ~76–77% e tarifa média em R$161–168) e por frotas GTF com margens elevadas (~75–76%). A companhia reportou frota consolidada de ~267–275 mil veículos, depreciação por veículo levemente elevada (~R$7,1–7,2 mil), capex líquido variável (-R$112 milhões a R$2,4 bilhões) e alavancagem ajustada em ~3,9–4,1x dívida líquida/EBITDA; negocia a múltiplos atrativos (~9x P/L 2026). Recentemente a administração reiterou guidance de lucro para o trimestre seguinte (R$110–130 milhões), refletindo recuperação de spreads e eficiência operacional, enquanto o setor projeta continuidade da força nas locadoras de veículos leves. No plano setorial, espera-se que juros elevados e riscos geopolíticos mantenham pressão sobre lucro líquido, mas infraestrutura segue como segmento mais protegido, com ambiente regulatório e pipeline de leilões favoráveis; IA é vista como catalisadora de eficiência para locadoras (precificação dinâmica, previsão de demanda, otimização de seminovos) e risco maior na camada de aquisição de clientes e transparência de preços. Principais riscos são a trajetória das taxas de juros, gestão de valor residual e maior custo de aquisição frente a plataformas digitais habilitadas por IA. Investidores devem acompanhar evolução da alavancagem e geração de caixa, execução da agenda de eficiência, indicadores de utilização e preço, e impactos potenciais de iniciativas digitais/IA sobre CAPEX e custo de aquisição.
