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Sacre Investimentos
MTRE3

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NEUTRO

MITRE REALTY EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.

Finance

Preço Atual

R$ 3,09

Preço Alvo

R$ 4,80

Potencial

55.34%
Última análise: 18/08/2026
Performance
Resumo Executivo

A Mitre reportou 2T26 amplamente em linha, com receita líquida de R$271 mi (+5% a/a), lucro bruto ajustado de R$105 mi (+27%) e EBITDA ajustado de R$48,4 mi (+39%), com margem EBITDA de 17,9%; a margem bruta ajustada foi a 39%, alta de 660 bps, mostrando melhora operacional apesar da rentabilidade ainda fraca. Na prévia, o BTG esperava receita de R$253 mi, margem bruta de 36,3%, lucro de R$17 mi, ROE de ~6% e queima de caixa de R$25 mi, enquanto o trimestre acabou com lucro líquido de R$15,1 mi (+46% a/a, mas 8% abaixo da estimativa), margem líquida de 5,6%, ROE anualizado de 5,9–6% e queima de caixa de R$12 mi, melhor que o esperado. A dívida líquida encerrou o período em R$498 mi, ou 46% do patrimônio, ainda acima da dos pares. Do lado operacional, os números vieram fracos: sem lançamentos no trimestre, a companhia priorizou a venda de estoques; as vendas brutas somaram R$244 mi (-24% a/a), os cancelamentos subiram para R$45 mi (+60%) e as vendas líquidas ficaram em R$198,3 mi (-32% a/a e -40% t/t), com VSO de 9% ante 15% no 2T25. O pano de fundo segue desafiador para média/alta renda: no fechamento do 2T26, o segmento teve VSO ~550 bps menor a/a, receita praticamente estável e ROEs abaixo do custo de capital para a maioria das companhias, apesar de alguma expansão de margem. Em valuation, a ação negocia a ~0,3x–0,4x P/VPA tangível, com preço-alvo de R$4,8. Para investidores, recomenda-se acompanhar a retomada de lançamentos, a velocidade de vendas e a desalavancagem em um ambiente ainda pressionado por juros altos e demanda mais fraca por imóveis novos.