
NATU3
NEUTRONatura
Varejo & ConsumoPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A combinação dos relatórios pinta uma visão coerente: a Natura segue em transição estrutural com sinais mistos de recuperação operacional, em um setor de varejo e consumo brasileiro pressionado por taxas de juros elevadas, endividamento das famílias e compressão de múltiplos (setor negociado a ~8,7x P/L futuro versus mediana histórica de 14,8x). A companhia reportou queda de receita (R$ 4,7bn no 1T, -7,7% a/a) e margens comprimidas (EBITDA ajustado de R$ 567m, margem 11,9% no 1T; em outro período EBITDA ajustado de R$ 978m e margem 15,8%), prejuízo líquido ajustado de -R$ 224m no 1T e impactos financeiros relevantes (perdas com hedge de US$261m; fluxo de caixa livre -R$430m; pagamentos ligados ao litígio Chapman e aumento de dívida líquida, que esteve em R$3,5bn com alavancagem de 1,5x). Ao mesmo tempo, houve avanço na simplificação do portfólio (venda da Avon Rússia por ~€27m) e um marco de governança com a entrada da Advent (8–10% via mercado secundário a preço implícito de R$9,75/ação), que inclui direito a assentos no conselho e reestruturação do conselho de administração. Insights-chave apontam para melhora de eficiência operacional, mas recuperação sustentável das vendas e conversão em lucro depende de execução da reestruturação da Avon LatAm, normalização de margens e deleveraging. Riscos setoriais adicionais incluem reforma trabalhista potencialmente elevando custos em segmentos intensivos em mão de obra. Recomenda-se que investidores monitorem de perto a execução de alavancas de crescimento, evolução das margens, desfechos do litígio/hedges e a trajetória das taxas de juros e do consumo, bem como os efeitos da nova governança na disciplina de capital.
