
PETR4
COMPRAPETROLEO BRASILEIRO S.A. PETROBRAS
Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Petrobras reportou 2T26 forte, com EBITDA de US$18,9 bi, ~5% acima do consenso, apoiado por preços mais altos de petróleo e derivados e produção ~4% t/t maior; a alavancagem caiu para ~1,1x, com dívida líquida de US$60,4 bi, dívida bruta de US$70,8 bi e caixa de US$10,4 bi, enquanto os dividendos do trimestre somaram US$3,4 bi. Na prévia, a companhia já indicava produção recorde de ~2,69 mi bpd no 2T26, ante ~2,6 mi no 1T26, com EBITDA estimado em ~US$18,8 bi, capex caixa de ~US$5,0 bi e pressão temporária de capital de giro por recebíveis de subvenção. Os dados operacionais posteriores reforçaram a trajetória: a produção de óleo atingiu ~2,77 mi bpd em julho e ~2,89 mi bpd em agosto, levando a média de 2026 para ~2,69 mi bpd, acima do guidance de 2,4–2,6 mi bpd e sustentando expectativa de revisão para cima; para 2027, parte do mercado já trabalha com 2,9–3,0 mi bpd. Em combustíveis, a companhia seguiu vendendo diesel e gasolina abaixo da paridade, mas o pacote do governo elevou o subsídio do diesel de R$1,12/l para R$2,12/l e, depois, para R$3,52/l por 30 dias no importado, enquanto a gasolina manteve subvenção de R$0,44/l; isso preservou a rentabilidade do refino e das importações, com preço realizado do diesel em ~R$5,43/l antes da nova rodada e IPP estimado em ~R$3,08/l com o incentivo adicional. As estimativas foram revisadas para cima, com EBITDA de 2026/2027 em US$68,6 bi/US$63,8 bi, alta de ~12%, e a tese segue ancorada em produção forte, disciplina de capital, possível redução da dívida bruta para ~US$65 bi e espaço para dividendos extraordinários se houver caixa excedente. Com gate de valuation, o papel combina FCFE yield de ~13–16% nos próximos 12 meses e ~11–15% em 2027, DY de ~10–11%, preço-alvo de R$65 e ADR equivalente em torno de US$12. Para investidores, recomenda-se acompanhar reajustes de combustíveis, revisão do guidance de produção e o próximo plano estratégico.
